A força terrível do novo coronavírus é tão brutal que sequer permite uma despedida de familiares e amigos em modo comum sem ele, seja quem for, como se deu com o ex-governador, Wilson Braga, falecido no domingo às 23h e sepultado pela manhã da segunda-feira, às 7h, no Parque das Acácias, com direito a carreata. 

Wilson Braga, líder político já aposentado, morreu aos 88 anos, uma semana depois de sua esposa, ex-deputada Lúcia Braga ter falecido também vítima da Covid-19.

É doloroso constatar a interferência brutal do vírus, que impede um Adeus à altura do que cada um dos dois, em especial o ex-governador, e Dona Lúcia tambémmereceriam em tempos normais pelo significado em vida e ao longo da história. 

Com Wilson Braga lá se vai um estilo de fazer política em condições e perfil muito diferente dos tempos virtuais colecionando a condição de uma espécie “Pai dos Pobres”, que advém do vínculo popular e as políticas assistencialistas uma relação muito forte durante todo o tempo. 

Mas Wilson Braga e sua capacidade de superar enfrentou dissabores, como foi perder a disputa para governador em 1990 para Ronaldo Cunha Lima em eleição cuja derrota começou com a vitória para o Senado de Antônio Mariz por sua esposa, Lúcia Braga, divergir de Marcondes Gadelha. 

Tudo isto sob reflexo do Caso Paulo Brandão assassinado por membros da polícia estadual. Ele morreu sem tornar pública sua versão. 

Depois, na disputa para Senado amargou outra derrota mesmo compondo chapa forte. 

Em que pesem os revezes, enquanto vitalidade teve ele foi sem dúvidas um grande líder popular deixando muitas obras consolidadas. 

FONTE: https://wscom.com.br