Prática diária de exercícios reduz o risco de morte por doenças infecciosas; educador físico com especialização em treinamento funcional orienta quem deseja começar a se exercitar

Mais de 166.024.071 brasileiros estão totalmente imunizados contra Covid-19, após tomar a segunda dose ou a dose única das vacinas, conforme informações do consórcio de veículos de imprensa publicados pelo G1 na segunda-feira (30). Com isso, 77,28% da população total do país já está imunizada, sendo que a dose de reforço foi aplicada em 92.451.203 pessoas – 43,03% dos cidadãos.

Neste cenário, um estudo científico realizado pela Glasgow Caledonian University aponta que as vacinas contra Covid-19, assim como outras, têm mais eficácia em pessoas que praticam atividades físicas de forma regular.

De acordo com a pesquisa, divulgada pela ACAD Brasil (Associação Brasileira de Academias) em abril, os indivíduos fisicamente ativos são 50% mais propensos a desenvolver níveis mais altos de anticorpos após receberem uma vacina, quando comparadas àquelas que são fisicamente inativas. Um estudo anterior, de 2008, já apontava que a inatividade física é responsável por mais de cinco milhões de mortes prematuras todos os anos.

Albano Soares Rienda, educador físico com especialização em treinamento funcional da BodyHiit Experience, afirma que, além da evidência trazida pelo estudo da Glasgow Caledonian University, a prática regular de atividade física também previne fatores de riscos de doenças crônicas – aquelas relacionadas ao estilo de vida da pessoa.

“O mecanismo de melhora do sistema imunológico está associado ao efeito que a atividade física regular proporciona ao organismo, assim aumentando o números de células de defesa que cumprem a função de combater e destruir agentes infecciosos e virais”, diz.

O estudo conduzido pela Glasgow Caledonian University também demonstrou que apenas 30 minutos de atividade, cinco dias por semana, reduz o risco de adoecer e morrer de doenças infecciosas em 37%. Para Rienda, o mais importante é manter uma constância na prática de exercício físico, fazendo com que o corpo se torne ativo e mais forte para combater doenças.

“Quanto mais ativo o corpo,  mais chances de minimizar o risco de doenças endócrinas, que diminuem a resposta vacinal. Isso porque diversas condições endocrinológicas, como obesidade e diabetes, podem ser consideradas doenças que atrapalham o nosso sistema de defesa no combate de doenças infecciosas e virais”, diz ele.

Prática de atividades físicas desafia brasileiros

Segundo a Pesquisa Global de Sentimento do Consumidor, realizada pela WW, em parceria com a Kantar, 91% dos brasileiros buscam um estilo de vida mais saudável em 2022. A pesquisa revelou que 56% dos participantes buscam melhorar a autoestima e confiança e que 44% consideram o cuidado com a saúde e bem-estar um facilitador para a vida cotidiana. O estudo entrevistou 14.506 pessoas, entre 18 e 69 anos, em 15 países.

Apesar da boa vontade, dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2019, indicam que grande parte dos indivíduos não colocam os objetivos para uma vida mais saudável em prática: somente 30,1% dos brasileiros cumprem o nível ideal de atividade física. Entre homens, a taxa foi de 34,2%, enquanto para as mulheres o percentual foi de 26,4%.

Neste sentido, o educador físico da BodyHiit Experience destaca que uma das maiores dificuldades das pessoas é conseguir manter uma constância dos exercícios físicos. “Uma alternativa para conseguir cumprir uma rotina com prática de exercícios é buscar treinos inovadores, interativos e dinâmicos, fazendo com que você não enjoe”, aconselha.

TERRA

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