Não servia a todos, mas alguns tinham bons sentidos ou sentimentos, não aqueles que estavam no passado, mas aqueles inerentes aos seres pensantes, e pertinentes em suas vias intelectuais. Quem eram eles? O que eles eram? Desesperava-se pelo sol ardente que ardia em suas cabeças fortes e resistentes, persistentes, não complacentes.

Era um simples copo de café. Um copo de café ou um desvelar dos enxugamentos efervescentes? Parentes, sofridos, desvalidos, despercebidos e gritantes. Despachantes eram pelo café, a violência no momento marcados e estigmatizados na ralé. Na fé, no desejo, no sofrimento, no tempo e na parentela, na pele os enfeites das violências memoriais.

A pele do café. O copo transparente que transparece a bela cor. O marrom ou noutros “subtons”. Um copo de melanina? Do café a sua retina que retinta dos olhos negros à mina. Defina o copo de café. O que ele é? Enredo de uma gente? Aqueles foram displicentes com a dor, com o calor da vida humana desumanizada? E existe em um copo de café vida humana? Existiu, resistiu, existem e resistem resistentes.

Disseram: mas era somente um copo de café. Até se pensar era somente um recipiente meio cheio ou meio vazio. Na verdade tudo isso estava ali, para aqui, para em si, desfrutar a grandeza de sua força, sim das forças submersas em sua história ou no seu hoje. Resumo de suas realidades resistentes. Mas era só um café, que não tinha melanina, transparente pela transparência do copo colocado.

Na verdade, ali havia realidades profundas, quase submersas ao esquecimento, desalento, confinamento. Na sarjeta do espúrio querer esquecer, por alguns ou somente por eles que queriam, que em esquecer insistiam, porém ele revelou, desnudou consciências “sofrentes”, que persistem em querer a sua devida transparência, melhor existência. Foi o secreto que revelou um simples copo de café.

 

Álef Mendes – Graduando em História pela Universidade Estadual da Paraíba

Redação Portal Araçagi