imagesCássio Cunha  Lima (PSDB-PB) ocupou a tribuna do Senado Federal, por ocasião do Dia do Professor, e disse que o magistério não tem o que comemorar, em particular os da Universidade Estadual da Paraíba que já estão com as atividades paralisadas desde março (técnico-administrativos) e docentes desde junho, com quase 24 mil estudantes prejudicados.

Segundo o parlamentar, uma das maiores conquistas da história da Universidade Estadual da Paraíba, ao lado da sua estadualização, a autonomia financeira da Instituição está seriamente ameaçada devido ao processo de interferência e omissão do Governo do Estado que insiste em não respeitar a Lei promulgada em 2004, pelo então governador Cássio.

“Já usei esta tribuna para apelar ao governador do nosso Estado, para que abra pelo menos um caminho de diálogo com a Universidade Estadual da Paraíba, que sofre neste instante, um profundo e duro golpe naquilo que representou a sua maior conquista, desde a estadualização, que foi a lei da autonomia universitária”, relatou.

Corte nos recursos – O senador lembra ainda o mais grave, é que na proposta orçamentária apresentada pelo Governo da Paraíba, a UEPB foi o único ente que teve redução em termos nominais dos valores da proposta orçamentária para 2016, correspondente a praticamente R$11 milhões a menos. “Enquanto o Poder Judiciário teve um aumento que ultrapassa a casa dos 25%, salvo erro de memória, são 26% de aumento na proposta do orçamento do Poder Judiciário, a Assembleia também tendo crescimento na sua proposta orçamentária, Ministério Público, Tribunal de Contas, o único ente que tem um orçamento próprio que teve redução na sua proposta orçamentária, em termos nominais, se falarmos em termos percentuais, essa redução será ainda mais drástica, foi a UEPB. E claro que essa postura denota claramente um descompromisso, um descaso absoluto com a educação no Estado”, lamenta.

“Tivemos autonomia universitária e garantimos, com isso, ao tempo em que era governador do Estado, uma transformação verdadeira, uma mudança completa na realidade da Universidade Estadual da Paraíba. E, infelizmente, essa lei não vem sendo observada, está sendo reiteradamente descumprida, e queremos que a lei seja, em primeiro lugar, respeitada, a autonomia da UEPB seja devolvida, e que se abra um espaço de diálogo para que uma greve, que já dura meses, iniciada pelos funcionários e secundada pelos professores, e que deixa sem aulas mais de 23 mil alunos, quase 24 mil estudantes matriculados na UEPB, possa ter um término”, clama Cássio Cunha Lima.

 Via – Portal Tambaú 247