A Rússia anunciou nesta segunda-feira que começou a vacinar a população com a vacina Sputnik V, que foi registrada no país em setembro a despeito dos ensaios clínicos ainda não terem sido concluídos. O país entregou o primeiro lote conhecido do imunizante a um hospital de Moscou. O Hospital Central de Domodedovo informou que a imunização começou na semana passada.

O site da instituição informa que residentes interessados em serem vacinados devem se registrar em uma plataforma do governo com antecedência. Outro pré-requisito é apresentar um teste de Covid-19 atestando que não houve contágio pelo novo coronavírus e documentos de identificação.

Os casos da Covid-19 na Rússia cresceram de forma expressiva a partir de setembro, mas o governo tem resistido a adotar um lockdown rígido, como alguns países da Europa Ocidental que enfrentam uma segunda onda da doença. Autoridades têm defendido que medidas pontuais são suficientes para contornar a crise.

No Brasil, os estados do Paraná e da Bahia formalizaram acordos com a Rússia visando a encomenda de doses e a produção da Sputnik V no país. No entanto, o laboratório Nikolai Gamaleya não formalizou pedido de testes ou de registro da vacina junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no momento.

Especialistas alertam que a adesão voluntária a imunizantes sem comprovação científica pode representar grandes riscos por diferentes razões. Pessoas que receberam vacinas que posteriormente se demonstrarão ineficazes contra o Sars-CoV-2 podem acreditar que estão seguras e se expor em situações de contágio em potencial. Esses indivíduos também podem ser impedidos de receber doses de uma fórmula eficaz por já terem sido imunizados, além de possíveis efeitos colaterais não serem descartados.

Fonte: MSN Notícias

Da Redação/Portal Araçagi