mari-paraiba-comemora-ponto-conquistado-pela-selecao-brasileira-contra-o-peru-1437246950328_956x500Uma das protagonistas da seleção brasileira de vôlei no Pan-Americano de Toronto, Mari Paraíba conseguiu reviravolta na carreira. A ponteira posou nua para a Playboy, desistiu da quadra, trabalhou como modelo e tentou a sorte no vôlei de praia até resolver voltar para a quadra e receber a primeira chance no time nacional. Tudo isso em apenas três anos. As idas e vindas, porém, não atrapalham o caminho da atleta tanto quanto o rótulo de musa.

Os trabalhos longe do esporte deram ainda mais ênfase à beleza de Mari Paraíba. O plano da jogadora, no entanto, é deixar de lado tal status.

“Os meios de comunicação te rotulam e você tem que demonstrar mais que as outras para merecer respeito. Graças a Deus fiz um bom trabalho porque meu objetivo nunca foi ser musa. Eu sempre quis jogar e render na minha equipe. Sofri muito”, relembra Mari em entrevista à AFP.

A ponteira cita provocações que ouvia quando as coisas não saiam bem com o vôlei. Rivais, torcedores e até companheiras de time usavam a sua beleza como argumento para provocações.

“Mari, vá desfilar”, cita a jogadora.

“Em 2008, foi a primeira vez que fui eleita ‘musa’ e, quando se vive em um ambiente com muitas mulheres, às vezes é complicado. Começaram a me julgar pelo meu físico, surgiram fofocas e me perguntava porque as pessoas falavam de mim quando eu não tinha decidido sobre isso”, complementa Mari Paraíba.

Em julho de 2012, Mari Paraíba estampou a revista masculina “Playboy”. “Nunca havia passado pela minha cabeça fazer algo assim”, destacou. “Decidi fazer pelo dinheiro, foi uma boa quantidade. O primeiro dia foi muito difícil. Só vi minha revista uma vez. Fui, fiz e pronto”.

Uol