O governador do Estado, Ricardo Coutinho (PSB), anunciou em entrevista coletiva concedida nesta terça-feira (04) que não vai privatizar a Companhia de Água e Esgoto do Estado – Cagepa.

Segundo ele, a empresa é estratégica para o desenvolvimento da Paraíba e por ter alcançado o estado de superávit se tornou um patrimônio inalienável do povo paraibano.

“Se eu agisse como outros agiram com a Cagepa, ela não estaria nessa discussão se seria privatizada ou não. Ela já estaria fechada. Eu tenho a responsabilidade como gestor de ter sob o Estado a manutenção das empresas e isso significa responsabilidade tarifária. E eu nunca brinquei com essa questão. Posso até ter levado muita pancada em função de reajustes, mas que eram necessários, senão eu teria quebrado a empresa”, disse.

O governador ressaltou ainda que tendo ou não eleições, o interesse e a responsabilidade para com a empresa sempre foram preservados, em relação ao equilíbrio tarifário.

“Nós temos a consciência que a empresa melhorou muito e, para tanto, foi preciso que cortássemos na pele cargos para poder viabilizar e respeitar a empresa”, disse.

Ao tomar a decisão de não seguir a orientação do governo federal sobre o processo de privatização, o governador disse ainda que não teme qualquer retaliação, até porque tem esperado até então ajuda do governo e não vem.

“Eu estou absolutamente confortável em tomar essa posição. Sei o que ela significa no cenário nacional e estou ciente de que as pessoas nascem para brilhar e não para se esconder. Nós aqui da Paraíba queremos brilhar e muito em função do interesse da maioria da população”, disse.

Ricardo destacou ainda que tenta olhar para o Brasil como um país republicano e isso é fundamental, porque todos os ocupantes de cargos passam e o que não passa é a nação enquanto nação.

“Muitas vezes eu respondo as pancadas com obras. A Paraíba caminha no meio da maior turbulência sinalizando para o país que é possível governar diferente. Eu não tenho agenda para inaugurar tanta coisa. E quero inaugurar muitas obras que estão sob a responsabilidade da Cagepa. Se houver retaliação, que eu não acredito, vão encontrar um governador e um governo com a mesma disposição de falar para o nosso povo e para  o Brasil que não aceitaria, em hipótese alguma, tratamento discriminatório para com o povo da Paraíba”, enfatizou.

Via – WSCOM