YGN6L-1O reitor da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Rangel Junior, falou abertamente sobre a situação das greves enfrentadas pela instituição desde o mês de março, no caso dos técnicos administrativos, e no mês de maio, no caso dos professores. Segundo Rangel o percentual de reajuste pedido pelos servidores é inviável e compromete a instituição. Para ele, é necessário iniciar desde já as discussões sobre o orçamento para 2016 mobilizando toda a comunidade universitária para se evitar novos problemas relacionados à questão de reajuste salarial quando se aproximar a próxima data-base das categorias.

“Acho que as reivindicações são justas, principalmente no que diz respeito a direitos. A divergência que eu tenho é de uma questão tática, do momento de se fazer uma greve e do resultado da greve. O nosso orçamento não permite atender a esta reivindicação (8% de reajuste salarial). No orçamento disponível para a Universidade hoje, a bem da verdade, não cabe nem 1%, porque o orçamento de pessoal disponível para 2015 é menor do que o total executado em 2014. Então, ele inviabiliza de fato. Como a própria lei garante que o Governo do Estado tem a prerrogativa de definir sobre reajuste e tem a prerrogativa de pagar, o Governo pode onerar a folha a partir de uma medida administrativa, porque o próprio governador é quem arca com as conseqüências. A Reitoria não pode arcar com essas consequências, não tem essa prerrogativa de tomar esse tipo de decisão. O que nós podemos fazer é implantar aquilo que está previsto em lei. Foi o que fizemos”.
Durante entrevista à equipe da Coordenadoria de Comunicação (CODECOM) da UEPB, ele falou sobre os movimentos grevistas instalados na Instituição, sobre os prejuízos provocados pelas greves e sobre a peça orçamentária da UEPB para o próximo ano. Rangel também falou sobre a decisão, em primeira instância, da Justiça que determinou que a UEPB implantasse um reajuste de 6,41% nos vencimentos dos servidores.
“A decisão não tem eficácia até que o Tribunal de Justiça da Paraíba referende ou revogue essa decisão.No serviço público, as pessoas que acompanham e conhecem minimamente a gestão pública sabem que há uma regra fundamental: que o gestor público só pode fazer algo que esteja previsto em lei. Então, se tem uma lei dizendo que é 1%, eu tenho que implantar 1%. Não posso seguir a vontade de sindicatos, nem a minha vontade ou do Conselho Universitário, porque a lei diz que é 1%. Senão eu estaria cometendo um crime e eu não estou disposto a cometer um crime, nem incitado, nem animado por ninguém”.

Com ParlamentoPB