20150907121709713383iEm vez de verde e amarelo, manifestantes contrários ao governo convocaram seus seguidores a vestir preto neste Sete de Setembro.

Ao chegar à Esplanada dos Ministérios para abrir o desfile de Sete de Setembro, a presidente da República enfrentou vaias e gritos de “fora, Dilma” vindos das arquibancadas localizadas próximas ao palanque das autoridades. Ela chegou ao desfile em carro aberto.

Em vez de verde e amarelo, manifestantes contrários ao governo convocaram seus seguidores a vestir preto neste Sete de Setembro.

A concentração já começou a ocorrer em frente ao Museu da República, a cerca de um quilômetro do palanque das autoridades, onde a presidente está neste momento, acompanhada do vice-presidente Michel Temer (PMDB), de ministros e do governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB). Somente após a parada é que o protesto começará a ocorrer.

A novidade da manifestação é uma boneca inflável da presidente Dilma Rousseff, de 13 metros, apelidada de “Pixuleca”, que será levada para a frente do Congresso Nacional. Esta boneca está sendo inflada neste momento, da mesma forma que o boneco do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vestido de presidiário, e remendado.

Além disso, os grupos que pedem a saída de Dilma fabricaram cerca de mil réplicas em tamanho reduzido do boneco Pixuleco, para serem vendidas durante o protesto.

Pneus incendiados – Além dos protestos já marcados para o dia da Independência, integrantes do movimento por moradia montaram barricadas incendiando pneus na via de acesso à Esplanada dos Ministérios. Esse protesto reúne cerca de 100 pessoas que estão acampadas no Setor comercial em Brasília há meses, reivindicando casas populares ou aluguel social. O fogo já foi apagado pelos bombeiros.

VÍDEO DE PRONUNCIAMENTO: PRESIDENTA DILMA FALA DE CRISE E DE MENINO SÍRIO ENCONTRADO MORTO EM PRAIA.

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (7), em mensagem gravada para as redes sociais, que, mesmo vivendo momento de dificuldades, o Brasil está “de braços abertos” para receber refugiados. A presidenta mencionou o garoto sírio Aylan Kurdi, 3 anos, que se afogou após tentar fazer a travessia por mar para a Turquia com a família. Segundo Dilma, a imagem do menino morto em uma praia “comoveu a todos e deixou um desafio para o mundo”.

“Mesmo em momentos de dificuldade, de crise como estamos passando, teremos nossos braços abertos para acolher os refugiados. Aproveito para reiterar a disposição do governo para receber os que, expulsos de suas pátrias, para aqui queiram vir viver, trabalhar e contribuir para a prosperidade e a paz do Brasil”, declarou a presidenta em mensagem liberada pelo Palácio do Planalto, logo após o desfile de 7 de Setembro. Dilma disse ainda que o Brasil foi formado por povos de diversas origens.

A presidenta voltou a dizer que o país irá superar a crise interna que atravessa. “Sei que é minha responsabilidade apresentar caminhos e soluções para fazer a travessia que deve ser feita”, declarou.

Para Dilma, as dificuldades e os desafios econômicos “resultam de um longo período em que o governo entendeu que deveria gastar o que fosse preciso para garantir o emprego e a renda do trabalhador, a continuidade dos investimentose dos programas sociais”.

A presidenta disse que os problemas também devem ser atribuídos à crise econômica externa. “Nossos problemas também vieram lá de fora e ninguém que seja honesto pode negar isso. Está visível que a situação em muitas partes do mundo voltou a se agravar”, afirmou. Dilma disse que “países importantes, parceiros do Brasil, tiveram seu crescimento reduzido”. Segundo a presidenta, alguns remédios para a situação atual podem ser “amargos”, mas são “indispensáveis”. “As medidas que estamos tomando são necessárias para pôr a casa em ordem e reduzir a inflação, por exemplo”, declarou.

Dilma Rousseff disse que se houve erros, o que, segundo ela, “é possível”, é necessário superá-los e seguir em frente. Ela pediu união e superação das diferenças pelo bem do país. “Devemos, nessa hora, estar acima das diferenças menores, colocando em segundo plano os interesses individuais ou partidários”, declarou.

Ela disse ainda que nenhuma dificuldade a fará abrir mão da “alma e do caráter” de seu governo, que é a criação de oportunidades iguais para a população.

Dilma defendeu seus governos e os do ex-presidente Lula. “Fomos capazes de tirar milhões de pessoas da pobreza e elevar outros milhões aos padrões de consumo da classe média”, afirmou a presidenta. Ela disse também que o país precisa voltar a crescer para garantir educação de qualidade, mas que o Brasil tem experiências bem-sucedidas. “Acabamos de ganhar o primeiro lugar na Olimpíada Mundial de Conhecimento Técnico, com a participação de mais de 59 países”.

Dilma encerrou a mensagem fazendo referência ao 7 de Setembro que, segundo ela, é a data em que o Brasil honra seus heróis. De acordo com a presidenta, o país deve ser firme “na defesa da maior conquista alcançada e pela qual devemos zelar permanentemente: a democracia e a adoção do voto popular como método único de eleger nossos governantes e representantes”.

Fonte:  EBC / Agência Brasil Com Blog do Gordinho