“Nossa, parece que foi ontem que isso aconteceu” – Cada dia mais corriqueira, essa frase circunda nosso convívio social diário. Entretanto, precisamos analisar o porquê disso, ou melhor, avaliar o real motivo: porque nossa vida parece estar passando rápido, em uma verdadeira velocidade de 2x.

Achar que os dias estão mais curtos vem do erro de acreditar que conseguiremos delegar mais de uma tarefa em meio à várias. Onde nós vamos realizar inúmeros compromissos e lotar mais ainda nossa agenda.

Porém, não é lógico dar conta de tudo, é evidente. Findando o tempo é impossível ter o controle de tudo. Tente recordar a última vez que você realizar uma novidade, como degustar uma comida diferente, viajar outro país ou então algo simples, mas fugindo da rotina. Note como você consegue recordar com detalhes dessas coisas singulares, independentemente de quando tenha acontecido.

Com o passar do tempo, tudo o que foi realizado sem ênfase para você, são colocados numa única lembrança. Sem fatos novos, vemos tudo passar num piscar de olhos.

Desta forma, quando nos acontecem fatos bons, temos a sensação que o tempo passa ligeiro. Mas, se passamos um momento ruim — mais atualmente a pandemia com o isolamento social—, ele parece durar uma eternidade. Esses fatos emergem em nós reações distintas: com diversão, entramos de corpo e alma nessas atividades e não atentamos no horário em si, fazendo com que o tempo passe rápido. Já quando estamos em uma situação desgastante, não vemos a hora dela cessar e voltamos nossa atenção ao tempo.

Com isso, o tempo “aparentemente” tem passado rápido demais, dando a sensação que realmente está curto. E assim, sugerindo urgência, velocidade nossa, fazendo com que busquemos uma fórmula para dividir-se em dois, três ou quatro, executando tudo de qualquer forma e mesmo assim, sem tempo. Sem tempo para demandas trabalhistas, para ler livros ou ver filmes que possam interessar, sem atender ligações, responder e-mails, ou acompanhar todos os amigos nas redes sociais, e comprometendo ainda mais o sono, ou estar ao lado dos seus entes queridos.

A culpa é do tempo ou da tecnologia?

Longe de ser a tecnologia, ela é a nossa “mão na roda”, nosso encurtador de distâncias. A culpa é nossa, da nossa falta de equilíbrio entre tempo vivido e o conectado, e nisso, para compensar as horas perdidas no virtual, tentamos ser mais rápidos em outras tarefas. Viramos uma geração de pessoas que vivem no modo 2x, onde temos que administar todos os fatos e interesses no menor tempo possível.

Acredite, isso é um perigo pra nossa saúde mental, inserimos uma realidade virtual e acabamos não sabendo distinguir ou começar a viver demais a vida dos outros. Muitas pessoas não sabem fatos simples de suas vidas ou de seus entes, mas sabem muito sobre vidas alheias.

Isso vale para tudo o que vivemos, seja no lazer, no trabalho ou seus projetos! Você não vai ser expert em tudo, você não vai ser um advogado, médico ou professor de sucesso logo de início, tudo tem uma preparação e viver o processo de forma integral. Não se cobre demais! Nem tudo exige pressa, a maioria das coisas acontecem no tempo que é para acontecer, nossa vida é efêmera, o processo deve ser vivido da melhor forma possível.

Ainda não temos fórmula para a administração saudável do “novo atual”, mas podemos sim transformar nosso tempo corrido da forma mais inteligente possível. E com base em muita pesquisa, e experiência própria, existem sim alguns métodos, entre eles o bom planejamento, reservar seu tempo para imprevistos, avaliar o que é necessário, limitar seu tempo para cada tarefa, delegar/dividir suas funções, aprender a falar não, perdoar suas falhas e acima de tudo, cuidar bem de você mesmo, seja ela de forma preventiva como de forma corretiva.

Acalme-se! Você tem uma vida para viver, e o nosso tempo é precioso para isso.

Escritos de Jefferson Procópio, graduado em Direito, com extensão em Ciência Política, relações pessoais e administração pública.

 

Da Redação / Portal Araçagi 

CONHEÇA NOSSA EQUIPE DE COLABORADORES