Por Marcelo Avelino de Pontes

Quando Dezembro chega, em minha terra
Não ouvimos, o cantar do sapo cururu
Mas vejo os juazeiros floridos no pé da serra
E lá na grota as belas flores do mulungu
O verde campo, do inverno vai embora
O fazendeiro com tristeza o gado vende
Ovelha, bode e vacaria nessa hora
Num riachinho tão matando a grande sede
O gavião na espera de sua presa
Olha pro chão, nem importa com a magreza
A bezerra de fome quase morrem
O sol ardente em nossa pele, deixa marca
Mas a nossa grande, bela, forte, matriarca
Com seu amor, sua bondade, nos socorrem

 

Assista o Soneto do araçagiense, Marcelo da Barra

 

Por Marcelo Avelino de Pontes (Marcelo da Barra)