Por Marcelo da Barra

Meus tristes caminhos
Que me deixa estranho
Não revela o tamanho
Desses malditos espinhos
Meu caminhar espaçoso
Reflete a cadência
Que já faltou paciência
Nesse cara teimoso
Caminhar sempre para frente
Aprendi desde cedo
Mesmo que chegue o medo
Para desabar a gente
Esse é o caminhar sem fim
Que transmite o mais belo pensamento
Talvez o primeiro sentimento
Que guardei, no peito só pra mim
Os caminhos da vida encontrei
Aos poucos vou perdendo um a um
Sou levado as vezes por algum
A caminhos que jamais pensei
Mas a vida é feita de razão
Os caminhos são imensos; como são
Nessa hora minha bússola, segue sempre
O caminho que indica o coração
Marcelo Avelino de Pontes

Da Redação/Portal Araçagi