Por Laís Aparecida – Tecnologia na Infância: Qual o limite?

0

Em tempos nos quais o uso de aparelhos eletrônicos é quase inevitável, os profissionais da Psicologia têm se preocupado com dois públicos-alvo: a criança e o adolescente. Até que ponto é saudável ou prejudicial o uso de celulares, tablets e computadores na vida do infante ?

Crianças que sequer sabem falar, já aprenderam a usar o YouTube para assistir Galinha Pintadinha. Entre dois e quatro anos já estão jogando no celular dos pais. Aos cinco, já ganham um tablet. E as meninas agora querem gravar vídeos como se fossem blogueiras. Os pais ficam bobos, claro. Impressionados com a inteligência dos filhos, com a esperteza; admirados com tamanha “evolução”. Acreditam que, sabendo mexer em toda esta tecnologia, suas crianças estão mais a frente que outras.

Em contrapartida, as clínicas de Psicologia estão lotadas de adolescentes acompanhados de seus pais, que queixam-se dos compartimentos dos filhos. O discurso tem se tornado repetitivo aos nossos ouvidos: isolamento, alterações no apetite e no sono, trocando a noite pelo dia, alguns usam o dispositivo no banheiro e até na hora das refeições; apresentam agressividade, sintomas ansiosos e outros.

A dependência digital pode levar a outros distúrbios, como ansiedade, depressão e até uso de entorpecentes no futuro. Trata-se de um problema que afeta o mundo inteiro — tanto é que a Organização Mundial da Saúde (OMS) já classificou o vício em jogos eletrônicos como distúrbio psiquiátrico.

Onde está o limite? Muitas vezes, a dependência parte dos adultos, que também têm dificuldade em controlar o uso. Antes, para uma criança ficar quieta, os pais tinham que educar; hoje basta ligar o wi-fi.

O ideal, claro, é não deixar que se chegue a um ponto crítico. Antes dos 6 anos, o uso de aparelhos eletrônicos não é indicado e nem necessário. Para os mais velhos, duas horas diárias, no máximo, incluindo o tempo gasto com televisão. Mais do que isso é disfuncional.

Portanto, vale refletir bastante antes de entregar um celular a uma criança antes dos 12 anos de idade. Isso não significa que crianças de 6 ou 7 anos não tenham grandes competências tecnológicas e que não possam usá-las em atividades de lazer ou de aprendizagem, em casa ou na escola. Mas para ter o próprio aparelho eletrônico, com conexão à web e autonomia de uso, é necessário ter a suficiente maturidade intelectual e emocional. O problema não é a tecnologia – que, em si, não é boa nem má -, mas sim o risco de que a internet se torne o único ambiente a partir do qual se vê o mundo. Moderação, equilíbrio e monitoramento são fundamentais.

Laís Aparecida – Psicóloga Clínica, Pós-graduanda em Criminologia e Psicologia Investigativa Criminal. Atendimento Psicológico em Araçagi, na Prime Clin, e João Pessoa.
Agende sua consulta através dos contatos: (83) 99896 6512
Email: laispsicologia@outlook.com.
Instagram: @psicologa.lais

*Texto em referência ao Novembro Azul. Homens também se cuidam!

Da Redação/Portal Araçagi

Share.

Comments are closed.


Notice: ob_end_flush(): failed to send buffer of zlib output compression (0) in /home/paracagi/public_html/wp-includes/functions.php on line 4212

Notice: ob_end_flush(): failed to send buffer of zlib output compression (0) in /home/paracagi/public_html/wp-content/plugins/really-simple-ssl/class-mixed-content-fixer.php on line 111