Para muitos, a simbologia da Páscoa apenas tem seu efeito na semana santa, porém, o recado dado não pode apenas limitar-se a isto. Em tempos de analogias aplicadas, nada mais justo do que a “internacionalização” deste simbolismo, e principalmente, vai muito além de significados limitados. A lição passada por toda Sua Via Crucis até a ressureição, nos leva a crer que o sinal dado deveria ser de pessoas que tem fé e que todo o amor do mundo foi exemplificado para pagar nossos pecados e perdoar.

Nos momentos atuais, doravante, com seus respectivos valores e separações que possam beirar a blasfêmia, vemos a vida imitando o divino; apresentando-nos a caótica prisão sem grade de nós mesmos, onde muitos vivem sua própria “via sacra”, sua dor interior, julgamentos e punições, desde os sobrenaturais até os carnais. E nessa vida de apontamentos e dores, aceitar seu destino pode ser doloroso, mas que nos deixa a seguinte indagação: como renascer em nós mesmos?

A Páscoa celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu por três dias, até sua ressurreição. É o dia santo mais importante da religião cristã. Muitos costumes ligados ao período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera. Outros vêm da celebração do Pessach, ou Passover, a Páscoa judaica, que é uma das mais importantes festas do calendário judaico, celebrada por 8 dias e onde é comemorado o êxodo dos israelitas do Egito, da escravidão para a liberdade. Um ritual de passagem, assim como a “passagem” de Cristo, da morte para a vida.

Muitos não querem utilizar analogias, mas o termo Pascoalizar é bastante válido, pois em mundo caótico que vivemos, reviver a nós mesmos deve sim ser utilizado como parâmetro de vida, afinal, se o homem mais sacro que o mundo nos deu não pode servir de exemplo, quem mais seria?

Te fizeram mal? Perdoe!

Te causaram dor? Ore!

Brigou? Reconcilie!

Sofre injustiça? Distribua Paz!

Parecem versos, mas por incrível que pareça, é a tradução do termo: o mal se paga com o bem. Perdoar, orar, reconciliar e ser pacífico são mais que mandamentos, são mantras de vida, o verdadeiro significado da ressureição, da pureza, do bem estar. Pois, não há nada mais gracioso do que semear o bem, você pode até tentar plantar o bem, mas só colherá ele se realmente ter fé em Deus e na lição ao qual Ele nos deu.

É tempo de acordar em todos os que nos cercam e no mundo todo, o poder na fé do nosso renascimento interior, buscar sempre a autenticidade que a Páscoa tem, a pura espiritualidade e não simbolismos vagos que muitos pregam por aí. Lembre-se que muitos dos nossos, passam por seus demônios interiores, então a empatia não é unicamente a solução, mas sim, a renovação interior poderá “irradiar” e até ser contagiante.

Vamos Pascoalizar?

Feliz Páscoa!

Escritos de Jefferson Procópio – Politico, Cristão, Graduado em Direito com Extensão em Ciência Política

 

Da Redação / Portal Araçagi