Primeiro Passo – E lá vamos nós novamente!

Passadas as eleições, de forma bastante conturbada, começam as reflexões sobre a governabilidade de um município e, seu leilão de cargos, onde nestes configuram-se o verdadeiro troca-troca de poderes, samba de promessas ou explosão de cumprimentos. Em meio a isto, a pergunta que não nos faz calar aparece em quaisquer raciocínios que nos vem à cabeça é:

E AGORA, QUAL O PRIMEIRO PASSO?

Todos nós sabemos que o sucesso inicial de uma gestão municipal é proveniente de muito planejamento e seus resultados, sendo assim, o passo essencial para o carisma de sua população para com o governo, afinal é disso que um político sobrevive: obras e resultados positivos. E como acalmar uma população sedenta por resultados e expectativas quando uma prefeitura é entregue em verdadeiro caos? Como sanar de forma ultrarrápida tantos problemas?

Para cada pergunta desta, a resposta recai em todos os sentidos, porém, a diretriz principal vem de uma velha conhecida: a transição de governo. Ela é um dos principais motivos deste insucesso inicial em uma gestão, afinal é o período de congelamento produtivo, onde se faz, em grande parte, a ausência da austeridade perante os deveres do município em parte de seu governante.

A Transição

A euforia da vitória nas eleições, muitas vezes, faz com que os eleitos, se despreocupem temporariamente, pois para o encerramento de cada exercício financeiro, principalmente no último ano de mandato, exige uma série de providências a serem adotadas e uma maior atenção de todos aqueles que lidam com a Administração Pública. Trazendo tal contexto, para os sucessores “novos gestores”, o trabalho inicia antes da posse, pois o trabalho de governar começa antes do seu mandato. O mesmo deve formar uma equipe, para assessorá-lo, na análise do relatório de situação administrativa municipal, que deve ser entregue ao novo pleito dez dias, após a proclamação do resultado da eleição pelo Juiz Eleitoral.

No começo de uma gestão, para muitos pode parecer um prêmio, vitória nas eleições, porém, deve ser analisado por pelo menos duas vertentes: externo e interno. Para o externo, trata-se do conjunto de muitas solenidades, festejos e sorrisos. Porém para o interno, principalmente no que tange os novos governantes, pode-se tratar de um contexto obscuro, pois é prática de diversos ex-governantes, dificultar ou até mesmo, não cumprir o que preceitua a Constituição Estadual.

Atualmente, 10 prefeituras da nossa Paraíba começaram 2017 em estado de emergência administrativa e financeira devido ao caos que foram encontradas em seu repasse. Veículos sucateados, serviço público ineficaz, repasse insuficiente de verbas encabeçam esta lista de problemas, deixando a situação cada vez mais insustentável no município.

O processo é vagaroso, desgastante e que precisa de muito empenho do novo governante, afinal, uma cidade necessita que tudo esteja operando da maneira correta para que haja o tão esperado desenvolvimento municipal, servindo a sua população em todos os aspectos, suprindo ou acrescentando todas as falhas ou sucessos que o mandato anterior deixou de legado.

Jefferson Procópio – Graduando em Direito com extensão em Ciência Política

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