Ano atípico, fatos impactantes, eventos marcantes, momentos ímpares, é o que vemos em 2020. Cada período deste corrente ano nos apresentam fatos que são no mínimo peculiares, mas, como estamos em dias estranhos, algo chama atenção neste momento em evidência: uma corrente, mesmo que ainda engatinhando, mesmo que devagar, mas que já salta aos nossos olhos (e ouvidos também). Não há explicação definida até o certo momento, meus caros leitores, mas já é notório uma evolução!

Estamos enxergando uma era tecnológica, mas ao mesmo tempo em constante mudança, e não é tão simples para alguns, porém, algo que em uma década atrás era visto como algo utópico. Com a ascensão das Fake News e “noticias incompletas”, obrigou o eleitor a buscar fontes seguras e analisar mais as notícias e seus políticos, e pasmem; uma boa porcentagem já admitem pesquisar pré-candidatos e analisar seus projetos, fazendo uma rápida analogia aos atuais “funcionários do povo”.

Para facilitar a análise, chamaremos esse fenômeno de nova corrente de eleitores, e com a nova ordem eleitoral, além do fácil acesso a internet e veículo de mídia, nunca se viu uma grande facilidade de engajamento de movimentos e comparações. Diante este fato, a nova corrente foi obrigada a adaptar-se e analisar de forma mais profunda em cada candidato deste ano.

É sabido que não é um processo de evolução fácil, visto que em geral, o que se vê nas pequenas cidades é o domínio de chefes políticos locais e a velha tradição de um favor por um voto. Um exemplo disso, são as casas da elite política local que são preparadas para esta prática. Todas têm grandes antessalas, com cadeiras e sofás onde os eleitores aguardam a chance de uma audiência, além da famosa arte da visita-refeição.

A história nos apresenta a política de interior com a seguinte opinião: a época da política é o tempo em que alguns querem votos e outros querem favores. Aos que desejam os votos resta apenas dobrarem-se aos desejos dos que os detêm. E os que obtiveram favores devem reconhecer-se devedores dos que os concederam, obrigando-se a devolvê-los levando a efeito a palavra empenhada na época do recebimento. Ao dono dos favores resta honrar seus compromissos junto aos donos dos votos. Essa é a norma, declarada ou tácita. Resta saber o modo como ela responde ao funcionamento do andamento social e as formas como as regras podem ser legitimamente quebradas.

Atualmente, o eleitor não confia nos políticos, mas quer confiar em uma pessoa idônea, e nela quer depositar seu voto em quem não esteja associada às velhas práticas políticas, o que o eleitor chama de velha política: políticos que fazem acordos políticos, que compra votos, que visam ao seu próprio interesse, que não cumprem o prometido, são arrogantes e nem recebem o eleitor depois de eleitos para ouvi-los e atender suas demandas.

O povo está acordando, e sabe que não adianta utilizar-se da velha política para governar. O eleitor já entende que o novo político deve ter a facilidade de um vendedor, que vai agradar ao cliente, aquele que atende às suas necessidades e está sempre pronto para ajudar. O atual desejo do eleitor é simples, bastante prático: quer votar em quem sabe o que fazer e faz o certo! Adotando a nova política e um candidato honesto, de bem, que cumpra o prometido, que tenha capacidade, preparação e discernimento (sabe o que precisa ser feito), que tenha transparência nas suas ações e que não se corrompa.

Abre o olho político, afinal, o eleitor está despertando!

Escritos de Jefferson Procópio – Político, Graduado em Direito, com Extensão em Ciência Política