Com os novos acontecimentos, a corrida presidencial ganha uma força a mais para as eleições de 2022. Em todos os cenários, Bolsonaro despontava sempre a frente dos demais, mas, um capítulo desenterrado há duas semanas atrás, trouxe à tona mais um episódio para a famosa “guerra” entre Direita versus Esquerda. Com a derrubada de todas as sentenças da Lava Jato do ex presidente, o Brasil começa a mais uma vez, viver a disputa dos potenciais candidatos a presidência.

A notícia caiu como uma bomba. A primeira imagem que vem na cabeça de juristas, políticos e cidadãos comuns que acompanharam todas as ações da Operação Lava-Jato diante da sentença do ministro Edson Fachin, que anula as condenações impostas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas diferentes instâncias do Judiciário. Assim que a decisão for publicada, Lula vai estar livre para ser candidato em 2022 e todas as ações que pesam contra ele voltarão à estaca zero.

Lulismo

No momento em que Lula chegou a presidência, vimos que a capacidade de aumento das bases de sustentação política, social e partidária, abrangeu com a chegada do novo presidente ao poder.

De certo modo, essa situação não demonstrava em um avanço da democracia, já que um mesmo comportamento fundamental aparece entre o eleitorado, desde a volta do regime democrático: as legendas e ideologias perderam totalmente o espaço para a aposta em uma figura carismática que se enquadrava aos anseios do momento.

Bolsonarismo

O bolsonarismo precisa tanto das causas quanto para a fratura, para a desqualificação de símbolos de independência institucional, quanto do voto, ícone da simplicidade democrática e mecanismo renovador para a imagem do líder populista, até então, Jair Bolsonaro.

Sua essência é intervir, centralizar e intimidar. Trata-se de um complexo qualitativo para o “caos controlado”, talvez mais uma orientação discursiva para incendiar um cenário do que um desejo real de incêndio — algo de origem incontrolável, diga-se, como mostra os vultos históricos de revolucionários mortos pela própria revolução.

Nesse meio, uma briga emerge: a força de influências

Sabemos que vários candidatos surgirão neste meio caminho, porém cada dia que passa, o cenário se polariza, mesmo com Ciro, Huck, Marina, Moro e outras figuras sempre recorrentes em disputas presidenciais. Lula e Bolsonaro sabem que, se vão disputar as eleições de 2022, o pleito novamente vai ser enfrentado por um bloco que vai da direita à extrema direita, passando pelo centro e a esquerda. E por isso, Lula e Bolsonaro já começam a se precaver para entrar na disputa com a bandeira clara da esquerda e direita, já que as águas no Brasil assim estão divididas.

Portanto, o cenário de Lula duelando com Bolsonaro na eleição presidencial de 2022 já não é impossível. E nesse caso estaríamos observando as eleições políticas do século não só para o Brasil, mas para o mundo. E isso por dois motivos: o primeiro porque a prisão sofrida por Lula até agora repercutiu em todo o mundo, a tal ponto que se pediu a ele o Nobel da Paz, e sua prisão foi comparada à de Mandela, o líder carismático da África do Sul (segundo jornais internacionais). Foi visto como vítima de um complô político que o impediu de se candidatar no pleito vencido pelo ultradireitista Jair Bolsonaro. Na época as pesquisas eleitorais davam Lula como ganhador em todos os cenários.

O atual presidente Jair Bolsonaro agarra-se nas práticas e costumes direitistas do “não vamos eleger um presidiário” e “não vamos virar uma Venezuela” para seguir à frente das pesquisas e conseguir sua reeleição tão desejada. O grande problema é que ele não esperava que as práticas de combate a Covid-19 fossem respingar em seu mandato como está sendo. Mesmo assim, o presidente segue firme em sua candidatura e seu mandato, “amontoando” militares em secretarias e cargos e fazendo sua gestão seguir, conforme espera.

Ambos os correligionários enchem as redes com ataques entre ambos, na esperança de sempre trazer mais um, porém, pesquisas e ações sempre mantém os mesmos percentuais em pesquisas e sempre as “caras repetidas” em embates, até o momento, as brigas de direita x esquerda mantém assustadoramente igual, trazendo um abismo para os partidos de centro preencher, contudo, ainda sem sucesso.

Na sua opinião, quem tem mais influência? Lula ou Bolsonaro?

Escritos do colunista e redator Jefferson Procópio – Político, bacharelado em Direito com extensão em Ciência Política

 

Da Redação / Portal Araçagi