As mudanças da sociedade ainda não foram digeridas por nós e isso nos gera grande insegurança para atuar em nosso dia a dia e assimilar as constantes formas de evolução do social, e nisso, vemos diversas formas de protestos ou a falta deles, de forma omissiva, o que vem impactando na mente e no bem estar das pessoas, o que, em pleno seculo XXI, é inadmissível.

Muito se fala sobre a atual ‘falta de valores’ da sociedade e suas conseqüências. Alguns chegam a idealizar teorias, outros a propor ações uma sociedade com mais valores. Indagam por pessoas sem escrúpulos, cujas falas desmoronam de uma vida inteira de preconceitos. Alegam que a própria vida não tem mais valor e que likes e visualizações valem tudo. Nossas crianças, mais bem informadas e rápidas, não reforçam sua leitura e escrita, não conseguem manter a atenção focada, e mesmo assim, nos deixam sem palavras com argumentos arrecadados na internet e com velocidade impressionante. Precisaríamos buscar uma sociedade de valores, cujo cuidado pelo ser humano nos garantiria condições mínimas de uma vida digna a todos os cidadãos.

Antes de diferenciar o que é “valores”, é importante analisarmos melhor o que este termo significa. Neste contexto, valores indicam normas sociais informais e amplamente aceitas que orientam o comportamento individual. E por ‘perda de valores’ geralmente nos referimos à falta de previsibilidade do comportamento individual somada a comportamentos que venham a agredir o ser de alguma forma, hoje ou amanhã. Exemplos são a falta de respeito, a agressão por picuinhas, a priorização econômica em relação ao ser humano, etc.

Com os novos acontecimentos, o que se tem visto são as diversas formas de protestos por cada ação realizada sobre os “oprimidos”, que vai transformando essas pessoas em uma sociedade com distúrbios, com medo da sua liberdade, tanto no que tange a expressão, quanto a sua forma de viver, o que vêm tirando a paz e o bem estar de todas as categóricas formas de ser e estar de um grupo denominado ou extemporâneo. Porém, o que vêm agravando mais os casos, vêm por muitas das vezes por intermédio da internet sem filtros. Um verdadeiro perigo!

Com isso, a internet, os celulares e os aplicativos, estão a cada dia menos exigindo raciocínio de nosso cérebro. Hoje, pesquisamos na internet informações que preencham nossa curiosidade fútil e a curiosidade empática (de saber da vida alheia), onde estamos deixando muito pouco espaço para a curiosidade sapiente (mais analítica, profunda, que provoca indagações e raciocínio mais profundo).

Opinião ou crime? Pregação de ódio na internet vira arma

Os haters das redes sociais ainda são um fenômeno novo, onde as pessoas tendem a se unir e executarem esse cancelamento. E isso gera uma satisfação muito grande para eles, porém, causa diversos danos. Tanto no cancelado, quanto no cancelador, gera a ansiedade, tristeza, e uma possível depressão. Em casos graves, gera angústia, medo e até suicídio.

A internet é o novo “modus operandi” de quem antes espelhava ações iguais na “vida real”. E com avanços e a facilidade de poder se esconder atrás de perfis fakes, o que vêm dificultando tudo. Eles se fazem valer da maior dificuldade do corpo policial identificá-lo justamente pra praticar as suas atividades criminosas e destilar ódio nas redes.

A conscientização deve partir das próprias redes, enquanto a justiça busca formas de adequar esta tipificação a ponto de coibir e punir os opressores da internet. Combater, não calar-se e acima de tudo, a aceitação, a empatia e entender que a diversidade de uma nação é a chave para a paz e harmonia entre os povos e suas escolhas.

O ódio nunca será uma via aceitável, que possamos entender isso.

Escritos de Jefferson Procópio, político, graduado em Direito com Extensão em Ciência Política

 

Da Redação / Portal Araçagi

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