2020 – Um ano de esperanças e muito aguardado por todos, vide os problemas que 2019 nos fora apresentados, porém, no meio desta fé, surge algo biologicamente potente que paralisou o mundo de forma simultânea. Entretanto, algo tão pesado, vêm plantando sementes em nossa mente: como ser mais atencioso com tudo o que nos cerca, e semear a boa-fé com todos os nossos entes, sejam eles qual for o grau de proximidade.

A pandemia nos ensinou que é preciso nos cuidar, mas que também é indispensável pensar nos demais. Ficar em casa, em isolamento, significa sim proteger nossa família, os vizinhos, os idosos, aqueles que são e estão mais vulneráveis, a forma que é louvável para evitar a propagação do vírus.

Esse isolamento “à força” nos parece muito ruim, mas precisamos extrair as coisas boas disso. Na constante velocidade de nossas vidas, deixamos de lado aquilo que é valioso: o tato, a atenção aos detalhes de nossas vidas. As atenções para nossa saúde triplicaram, muitos agora reforçando a saúde, ingerindo mais água e se cobrando por não consultar um médico antes.

Antes, higiene local e lavar as mãos era raro, álcool em gel? Nem se fala! Medidas simples de limpeza podem manter nosso recinto livre de bactérias e evitam que infectemos os demais por tabela. O mundo respira melhor com a redução de emissão de gases na atmosfera, algo que não se via há quase 100 anos. Quem sabe não é hora de adotarmos isso daqui para frente?

O momento também reavivou o modo Empático de ser, em cada um de nós!

O coronavírus também nos apresentou pessoas de coração exemplar, como exemplos a serem multiplicados, indo na contramão de egoístas, que andavam aos montes… Muitos não entendem que a melhor forma de cuidar da gente, é cuidar do próximo, especialmente aqueles que estão no grupo de frente. Vemos dia após dia, a equipe heroína da saúde, os artistas promovendo lives e ações sociais, o comércio de necessidades básicas, mas acima de tudo, aquele “Joãozinho” do bairro que se disponibiliza a ajudar no transporte e compras, dando um verdadeiro show de amor ao próximo.

Estes pequenos esforços de união entre as pessoas em momentos assim, levam as pessoas a despertar e se descobrir o espírito de unidade em meio as diferenças, e neste projeto de recuperação pode ser o diferencial de uma redução no impacto social global, onde não existe mais rico ou pobre, ideológico político ou crítico e liberal, e assim, dando a maior lição de todas: somos iguais perante as adversidades; constituídos de carne e osso e uma alma dando liga à tudo isso.

Economia? Foi para o espaço!

Está bem claro que a crise causada pela pandemia vai provocar uma profunda reestruturação econômica, social e organizacional. Hoje, as empresas estão preocupadas com sua sobrevivência imediata. É o instinto de sobrevivência que fala mais alto. Vale para todas as espécies vivas, e claro, para as empresas. Mas precisamos também observar os pequenos comerciantes e trabalhadores informais.

Estima-se que 25 milhões de pessoas informais sofrem com este problema, além dos empresários de pequeno porte (PJ e MEI), e passam por momentos de necessidade pela paralização quase que total do sistema comercial e empreendedora, fazendo a economia girar ao contrário do crescimento. Não sabemos como se portará no futuro, mas surge uma nova forma de evolução: a resistência e adaptação ao momento atual.

O que o coronavirus pode nos ensinar?

Entre avanços e retrocessos, o episódio do novo coronavírus serve ao menos para reforçar mensagens valiosas de proteção à saúde, úteis inclusive contra outras doenças mais comuns, como o resfriado e a gripe. É importante, por exemplo, lavar as mãos com frequência, especialmente ao chegar em casa, trabalho ou escola. Além de tudo isso, o amor ao próximo, o respeito e cuidado, uma sociedade deve conviver em paz e mutualidade entre os povos, para coexistência e unidade.

Também sobre o respeito ao ecossistema. Quanto mais o preservarmos, menor o risco de esses vírus saltarem dos animais silvestres para as pessoas, eis uma responsabilidade que passa por nossas ações individuais, pela pressão da comunidade e pelas decisões de governantes. O que está em jogo é, nada mais, nada menos, o próprio futuro da humanidade.

E por fim, a lição geral é que se o Estado pode, por meio de solidariedade social e esforço coletivo, mobilizar recursos para vencer o vírus, pode também garantir plenamente os direitos humanos, vencer mazelas sociais como a miséria, a falta de moradia, o desemprego, desafios ambientais.

 

Escritos de Jefferson Procópio – Político, Graduado em Direito com extensão em Ciência Política

 

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