Por Jefferson Procópio – A língua do pré conceito: quebrando correntes!

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Nossa vida não consegue ser totalmente liberta da maneira que queremos, e onde quer que seja, há sempre uma maneira deste mal aparecer, seja de uma forma ingênua ou de uma forma mal intencionada. O preconceito está impregnado na essência dos brasileiros, como um dogma que foi eternizado pelo passar dos tempos de forma descoordenada, trazendo à tona um problema que estava sempre inerte, porém muito desconfortável com a mídia e as leis mais rígidas e mais vigilantes.

Este conceito antissocial nos cerca de todas as formas, desde o pedinte que nos aborda na rua, até um ato de racismo, toda sociedade humana existem as leis e regras mesmo que estas leis, muitas vezes não são corretas, elas existem. Feitas por representantes, que muitas vezes não representam a vontade popular de fato, mas são eleitos para isto. Às vezes estas leis não são éticas, mas devem ser seguidas por ser a moral de uma determinada sociedade, regras que devem ser seguidas por todos de uma sociedade.

Mas hoje o ato é focado na atitude do próximo. Sim! Nós mesmos, aqueles que deveriam passar na mente mesmo que de forma vaga que o lugar do outro poderá ser o seu um dia, ou poderia ter sido, caso algo da nossa implacável vida nos jogasse nesta mesma linha que uns estão. E isto é onde está o erro, na falta de ética social para com nossos semelhantes.

A indiferença faz emergir em algumas pessoas, os revoltados que não tiveram chance de frequentar uma escola, de não ter na vida nenhuma escolha, que não seja entrar para o crime, onde são recrutados pelos traficantes e majorados dentro do crime, mesmo sabendo que a vida dele vai ser rápida, onde logo estarão mortos, mas este pouco em que vivem teve o verdadeiro respeito dos próximos, e isto se deve as mentiras dos governantes de uma sociedade completamente omissa.

O Brasil, atualmente, está entre os cinco maiores países que há desigualdade no mundo em larga escala, causado por males políticos, econômicos, sociais, éticos e culturais. A falta de perspectiva no futuro e de empregos para as gerações mais jovens retrata a continuidade da exclusão social. O jovem da periferia, o homem do interior que não tem instrução, o radicalista, o cara que ajuda a todos, são todos reféns dos apontamentos e críticas da outra parte rígida da sociedade.

Pesquisa realizada em 2018

No Brasil, as camadas do poder são diferentes. As leis não abrangem a todos os cidadãos, e a criminalidade só tem aumentado em decorrência do uso das drogas e da exclusão social das camadas mais abastadas, além de que, a solução deveria vir do governo e de suas ramificações, implantando políticas públicas mais eficazes e uma educação firme, abrangente e planejada, afinal é da escola que se formam as grandes pessoas.

Vivemos em uma cultura que estar longe de ser democrática, onde o espaço público não é amplo, e precisamos agir agora, para colher no futuro resultados melhores, esta cultura atual que estamos alimentando é a do preciosismo e do medo, que nada poderá melhorar e devemos nos isolar dos demais. Nossa discriminação vem da cultura que não aceita de qualquer maneira o heterogêneo, o que não segue a linha da normalidade e fugir disso é ser ridicularizado e criminalizado.

 

Escritos de Jefferson Procópio – Bacharelando em Direito com extensão em Ciência Política

 

Da Redação / Portal Araçagi

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