908Bom, que estamos em fase de crise no Brasil, estamos. Mas, seria verdade que essa é a pior crise da história brasileira? Tenho minhas dúvidas. Considero um erro dizer que o Brasil vai se tornar uma Cuba, uma Venezuela, uma  Rússia ou China, no sentido de perseguição comunista, pobreza e mortes… O PT está no poder há mais de 12 anos, se quisesse implantar o comunismo a nível desses países, já o teria feito. Afinal, estavam com a faca e o queijo na mão.

Eu lembro que nos 80 (finalzinho do Governo Militar), meu pai, minha mãe e eu, fomos na casa de uma prima minha, que na época morava em Santíssimo-RJ. Ela tinha um grande comércio, só que ela veio nos mostrar na dispensa um grande estoque de sacos de feijão. Isso porque o feijão estava em falta, e ela iria soltar aos poucos para não acabar de vez no mercado. Isso é uma grande crise!

Lembro ainda, quando íamos fazer compras e os funcionários dos supermercados onde morávamos (e isso era no Brasil todo), não paravam de usar as maquininhas de reajustes de preços. Era comum, quando se comprava um produto a certo valor, e estávamos já no caixa, e chegasse outro cliente no estabelecimento para comprar o mesmo produto, já o encontraria com valor um pouco mais alto. Isso acontecia com quase todos os produtos.

A crise no Brasil começou desde seu descobrimento, que teve suas doses de corrupção e extrapolação na exploração das riquezas do Brasil, que na sua grande parte ia para Portugal. Também tivemos espanhóis e até holandeses tentando dominar por aqui.

Todavia, vale registrar que em todas as formas de Governo que tivemos e temos no Brasil, houve corrupção. O Brasil só não se tornou um país miserável como a Etiópia e similares, por dois motivos básicos:

1) É um país muito, muito rico, de recursos naturais;

2) E também porque, mesmo sendo roubado, os governantes tiveram o “cuidado” e a “preocupação” de sempre dar algum investimento no país. Muitas vezes para benefício próprio, porém, de uma forma ou de outra, todos, repito, TODOS os governos ajudaram no desenvolvimento do Brasil. Inclusive o atual!

Óbvio que o Brasil tem tudo para ser uma das potências mundiais, ou até mesmo, a maior potência mundial. Mas, a falta de honestidade e competência nos deixa para trás… Logo, embora tenhamos avançado bastante, e saiba, existem países que estão em condições muito piores do que a nossa, poderíamos estar sim, muito, mas, muito melhores.

A crise mundial pode até ter uma parcela de influência na crise atual. Quando a crise estourou lá por volta de 2008/2009 na Europa e EUA, a coisa foi feia. Várias empresas e indústrias grandes fecharam, bilionários faliram da noite “pro” dia; o índice de desemprego ainda é grande por lá. E há relatos de suicídios em número considerável. Alguns países praticamente quebraram como a Grécia.

Na época, realmente fomos quase que não atingidos. No entanto, algumas sequelas podem ter chegado há pouco tempo no Brasil. No entanto, uma má gestão pode ter sido crucial para o que estamos vivendo agora. Se foi por incompetência administrativa ou por crime de responsabilidade ainda não está tão claro. No entanto, o que fazer? Veja aqui o que está sendo proposto, e quais as chances de serem a solução para o nosso país:

Impeachment Presidencial – Tirar a Dilma do poder resolve alguma coisa? Claro que não. Pelo menos não a curto e médio prazo. Principalmente se tratando de quem vai entrar no poder no lugar dela, que no caso é o seu vice, o Michel Temer. O qual é alvo da Operação Lava Jato. Assim como boa parte da equipe que quer o lugar no trono em Brasília, e dar umas mamadas nas tetas da Lady Brasil. Poucos ali possuem integridade política para tal, e real interesse no melhor para o Brasil.

Eleições Diretas – Bom, praticamente retornaremos às opções que se tinha nas eleições presidenciais passadas, talvez com alguns acréscimos, como uma possível candidatura do atual Deputado Federal, Jair Bolsonaro. Teríamos provavelmente Aécio Neves (hoje mais fraco após denúncias), Marina Silva, Jair Bolsonaro, Levy Fidelix, Eymael, Luciana Genro, Eduardo Jorge e se estivesse vivo, creio que o Eduardo Campos se candidataria à Presidência da República. Então, tirem vocês mesmos suas conclusões.

Governo Militar – Bom, como eu disse antes, todas as formas de governo que o Brasil já teve, foram manchadas pela corrupção e jogadas políticas. No Governo Militar, não se pode negar que também tivemos desenvolvimento. Alguns de seus líderes eram aclamados pelo povo, enquanto que outros olhavam para o povo com desprezo. O que lhes pesa é a questão da ditadura e das torturas. Alguns tentam negar em vão a existência de torturas, e abrandar a censura. Ora, óbvio que torturas quebram o acordo mundial da Terceira Convenção de Genebra seja aplicada a quem for (1929). Há outras formas de se punir e de se investigar as coisas.

A censura no grau certo é boa, não se pode deixar os meios de comunicação livres demais. Senão daqui a pouco teríamos canais passando cenas de sexo em plena luz do dia, com livre acesso de crianças a tudo isso. Alguém poderia xingar a vontade sua mãe, seus filhos, suas famílias alegando liberdade de expressão. Mas, quando ela exagera a ponto de querer amordaçar a voz das pessoas sem motivos justos, aí a coisa complica.

No entanto, a volta de um Governo Militar não significa necessariamente a volta das torturas e da censura radical. Isso dependeria de qual militar e de qual linha de seguimento seria adotada. Eu me lembro, de quando era adolescente, a Ditadura já estava em seu fim, mas, meu pai sempre me dizia, ainda preocupado dos anos anteriores: “Não use roupa vermelha, nem fique em grupos”. Depois entendi que ele dizia isso porque eu poderia ser confundido com comunistas ou subversivos, ser levado pela polícia e sabe-se lá o que poderia acontecer. Eu poderia até ser liberado logo, ou poderia nunca mais ser visto.

Monarquia – Por incrível que pareça cresce cada vez mais o número de brasileiros que preferem a volta da Monarquia. Mas, isso seria um avanço ou um retrocesso? Confesso que quando ouço a palavra Monarquia isso soa como uma volta ao passado, cenas e imagens dos livros de História me vêm à cabeça. No entanto, alguns países de primeiro mundo são de base monárquica. Acontece, que na prática, não são mais os reis de fato que realmente tomam as decisões, e sim, o Primeiro Ministro. Nesses casos, fica um negócio assim meio ‘fake’ ao meu ver. E outra coisa, é que se o povo não gostar da Monarquia é bem mais difícil tirá-los do poder. São cargos como que vitalícios. Seriam necessárias mudanças na Constituição Brasileira sobre essa e outras questões monárquicas.

A repercussão do Impeachment na economia brasileira não é tão previsível, depende de quem vai ficar governando o Brasil, e da reação disso em cada país de relevância mundial.

Aguardemos então, o desenrolar dos fatos do nosso querido, amado, sofrido e explorado Brasil… e para quem reza, reze ainda mais… na intenção de que possamos encontrar solução viável para o nosso país.

Emerson Rodrigues
Colunista

Por Emerson Rodrigues

Professor com Graduação em Ciências da Computação

Da Redação/Portal Araçagi