O nervo ciático ou isquiático é considerado o maior nervo do corpo humano. Ele é formado na pelve (“bacia”) pela união de nervos oriundos da região lombar baixa e sacral, ficando protegido abaixo do músculo glúteo máximo. O nervo sai da pelve, atravessa o quadril e desce posteriormente em cada perna, passando por vários músculos, fáscias e tendões e sua principal função é fornecer sensibilidade e movimento ao quadril, joelho e tornozelo.

O nervo pode ser irritado ou lesionado tanto na coluna (local de origem) quanto em outros locais ao longo do seu trajeto, e, mesmo sendo protegido pelo músculo glúteo máximo, ele está sujeito a lesões como, por exemplo, luxação (deslocamento) do quadril. Outros fatores que podem ser citados como causadoras de lesões no nervo são aqueles por compressão (pressão mantida aplicada externamente, como ao usar um torniquete, tumor, hérnia de disco) e por laceração (faca, arma de fogo, complicações cirúrgicas e lesão punctória provocada pela agulha durante uma injeção).

Os sintomas mais comuns que o paciente poderá sentir são: dor intensa seguindo o trajeto do nervo (da região glútea até o pé), formigamento, choque, queimação ou até mesmo perda da sensibilidade e fraqueza muscular, o que ocasiona dificuldade na marcha. A dor ciática pode se manifestar de diferentes formas, vai depender de cada indivíduo e da lesão. Os sintomas podem variar entre um formigamento na região da panturrilha até perda de força nos músculos da perna além de alterações na função intestinal ou na bexiga.

Nem toda dor que se localiza posterior à perna é devido a uma lesão ou compressão do nervo ciático, sendo necessário uma avaliação clínica para o diagnóstico. Sobre a recuperação, nos casos de compressão por hérnia de disco, é importante (na fase aguda) o paciente encontrar uma posição que coloque a raiz nervosa para “respirar” e aos poucos ir movimentando esse nervo. Em casos de lesões direta ao nervo, a recuperação vai depender de fatores como: a extensão da lesão e o nível da lesão. É essencial iniciar o tratamento o quanto antes.

Escritos de Crislane Louíse de Freitas Balbino, Fisioterapeuta formada pela UEPB, pós-graduação em fisioterapia traumato-ortopédica, funcional e esportiva, formações voltadas para a coluna vertebral, membros inferiores e esportes, pilates e pos-graduanda em quiropraxia.
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