A pandemia do Covid-19 está chegando em todos os lugares do nosso país, o avanço é notório e só não ver quem sofre de Amaurose (seja por ignorância ao tema ou por uma tendenciosidade partidária), seja qual for a concepção política, o fato é que o perigo estar as portas ou talvez nas mãos de alguma pessoa perto de nós. O inimigo é invisível, seja aos olhos dos médicos e enfermeiros que em sua maioria estão trabalhando de forma exaustiva e sem as proteções necessárias como também aos olhos dos políticos que começaram uma verdadeira caça às bruxas (talvez Judas e comunistas também) o que está realmente fazendo uma grande diferença para os que estão morrendo nos hospitais.

   A educação no Brasil nunca foi prioridade, basta ver o respeito e a valorização dos professores em nossa sociedade. Aliás ter um diploma de um curso superior hoje não está sendo alvo de aplausos e sim um sinônimo de doutrinação e alienação, mais isto é outra história. Bom, mais você deve estar se perguntando onde quero chegar com essa conversa, afinal o tema do texto se refere ao uso das máscaras em face ao combate ao Coronavírus.

   A palavra que mais escuto associado ao uso das máscaras é “conscientização”, ou seja, ensinar a população sobre algo necessário para o bem estar dela própria, pense em algo difícil. Podemos citar um exemplo bem parecido em nossos dias: O uso do cinto de segurança, sendo obrigatório desde 1998. Vemos uma constante conscientização sobre a necessidade e dos riscos da sua não utilização. O capacete para as motocicletas também é um bom exemplo do atendimento por parte da população as recomendações dos órgãos regulatórios, mas talvez com o Covid-19 seja diferente pois no transito não morre nem tantas pessoas assim.

   Sou totalmente a favor do uso das máscaras porém só isso não resolverá nossos problemas, até porque já percebemos que proteger a população dela mesmo não é tão simples e que em muitos casos nem de forma obrigatória é obedecida. Talvez numa sociedade com nível educacional melhor seria mais fácil essa tal conscientização (salvo em raros casos), mas educar nunca foi o norte brasileiro. Infelizmente até os que sabem da necessidade e utilizam as máscaras em muitos casos por falta de uma instrução não utilizam de forma correta ou em casos mais agudos até queriam utiliza-las porém muitos nem agua e sabão tem para fazer a sua higiene. Como podemos falar em o uso de máscaras para esse grupo de pessoas?

   Nesse cenário exposto a preocupação é inevitável, e parece que o isolamento social ainda é a medida mais eficaz, principalmente que um relaxamento no momento onde a curva de contaminação não para de crescer é ilógico mesmo sabendo que isso afeta nossa economia, mas não tendo pessoas saudáveis para trabalhar e comprar me levar a pensar que a economia por si só não faz sentido. Viver confinado não é fácil porém sentir um sentimento de remorso após a morte de muitos não fará nenhuma diferença, por isso fique em casa e se for realmente necessário sair, use a máscara pois ela contribui muito para que essa nuvem negra passe mais rápido.

Redação/Portal Araçagi

Claudiano Andrade – graduado em Geografia pela UEPB.
CONHEÇA NOSSA EQUIPE DE COLABORADORES