O que é a eternidade? Sim, uma antítese do que é momentâneo. Tudo nessa dimensão terrena é permeado pela efemeridade, pois, aqui tudo passa. Será que realmente tudo é como o vento que chega e logo vai embora? Pare com tudo que você está pensando ou fazendo agora, e busque a compreensão. Perceba que toda existência humana surge do invisível e vai para o invisível. Tudo nesta existência é momentâneo. Perceba no seu próprio cotidiano – começando pelo acordar até a centralidade do Sol, permeando pelo entardecer, e entrando pelo negrume da noite – observe, tudo já passou, já se foi. Tudo que dantes foi, já passou – tornou-se história; compreenda bem, algumas existências humanas nem história tem, pois, não deixaram fontes ou documentos de sua efemeridade. Deixe fontes, deixe documentos de sua efemeridade terrena. Queres ser lembrado quando o transitório sucumbir-te? Como queres ser lembrado no momento em que a inexistência alcançar-te? Reflita, pense, medite. O que traz de benefícios a reflexão? O pensar, o meditar, será que propagam alguma beneficie? Compreenda somos efêmeros. Em que adianta-nos a maldade se somos efêmeros? Que benefício promove a riqueza quando o ser humano cai no escuro poço da efemeridade? Buscar circunstâncias de felicidade; exalar amor e gratidão; promover a verdade em pacificação, talvez seja um escape para preencher o vazio da efemeridade, porque, todos nós somos, humanos efêmeros.

Álef Mendes – graduando em história pela UEPB – Guarabira

Da redação – Portal Araçagi