Foto Ilustrativa

Poderia ser somente um singelo amanhecer, mas foi o melhor alvorecer, aurorar. Ao abrir os olhos, no entendimento do despertar, percebi a natural arte do cantarolar. Os primeiros raios do sol, iluminavam a terra; as árvores; a fauna e flora terrestre, de repente cresce, sem a percepção explícita da ilusão ótica que nos faz imaginar, pensar, desvendar, a vida no dia a raiar.

Dentro da mata, o mato onde os raios do sol ainda não conseguiam alcançar; no sentido da audição, a ação natural da natureza intrínseca ao som dos pássaros que cantarolavam à florestar. Passarinhos cantavam; animais quadrúpedes e bípedes estavam a emitir os seus sons. Contudo, eles e aqueles, mais fortemente gritavam os seus gritos de alegria, e nem compreendiam o que na relva de pedras, dos humanos estava a se passar. Na verdade, pra quê saber? Para que as suas vidas viessem a atrapalhar?

Por um momento desejei que aquele momento não acabasse, pois era o meu Éden presente! Era o meu momento! Levantei e dei alguns passos aos aspectos intrínsecos à vida! O sol no meu rosto ao abrir a janela. A frieza da manhã junto com a primeira quentura do dia. Abri a porta e desci. Árvores, alimárias, águas frias. Ali era o meu jardim; a minha casa; o meu descanso; o meu pedaço de sossego; o meu desapego da vida frenética que traz tristeza profunda.

Poderia ser só um amanhecer, mas se tornou um grande alvorecer dos sentimentos e dos sentidos invisíveis ou daqueles perceptíveis. Loucura em busca da paz; presente à procura do passado para resolver o incerto futuro, talvez. A busca incessante pelo real sentido ou suma essência da vida; a destreza na busca das incertezas que levam às veredas do alívio. Poderia ser para outros, somente um outro qualquer amanhecer, mas para o meu ser, o meu senso psico-corporal, era o acordar no meu Éden e os pássaros, belissimamente, estavam a cantarolar.

Álef Mendes – Graduando em História pela Universidade Estadual da Paraíba