Resultados trazem ainda que os bancos teriam gasto apenas 6,1% dos lucros com segurança.

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Saidinhas de banco são casos mais comuns

A Paraíba registrou três mortes durante assaltos a bancos em 2014, conforme pesquisa divulgada nesta terça-feira (24) pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV). No Brasil, 66 pessoas morreram em meio a essas ocorrências.

De acordo com os resultados, São Paulo (20), Rio de Janeiro (8), Goiás (5), Minas Gerais (4), Paraná (4) e Pernambuco (4) foram os estados com o maior número de mortes.

Os resultados mostram que quase metade das ocorrências (48,5%) foi de ‘saidinha de banco’, que provocou 32 mortes. Seguindo o ranking de ocorrências mais comuns, aparecem o assalto a correspondentes bancários (24,2%), que matou 16 pessoas; o transporte de valores (13,6%, que vitimou nove pessoas, e o assalto a agências (10,6%), que tirou a vida de sete pessoas. Houve também duas mortes em ataques a caixas eletrônicos.

Os gráficos apontam que as principais vítimas (54,5%) foram os clientes (36), seguidas de vigilantes (10) e policiais (8). As demais mortes são de transeuntes, donos ou empregados de correspondentes bancários e vítimas de balas perdidas em tiroteios entre assaltantes de bancos e policiais.

A Contraf-CUT e a CNTV disseram, por meio de coletiva na sede da Confederação em Brasília, que os crimes ocorrem devido à “carência de investimentos dos bancos para melhorar a segurança dos estabelecimentos e garantir um atendimento seguro para os clientes e a população”.

Segundo dados apurados pelo Dieese, que prestou apoio à pesquisa, com base nos balanços publicados, os cinco maiores bancos (Itaú, BB, Bradesco, Caixa e Santander) apresentaram lucros de R$ 60,3 bilhões em 2014. Já as despesas com segurança e vigilância somaram R$ 3,7 bilhões, o que representa média de 6,1% em comparação com os lucros auferidos.

 

Portal Correio