Um paraibano ganhou um prêmio de cinema como melhor diretor, após concorrer com outros profissionais do Brasil e de outros países. Ismael Moura recebeu o troféu do III Festival de Finos Filmes pelo curta­metragem ‘Ilha’. O evento aconteceu na última Terça-Feira (10) em São Paulo.

O diretor, que nasceu em Cuité, no Agreste, já ganhou cerca de 40 prêmios com o filme ‘Ilha’. O curta conta a história de Antônio, um senhor de 80 anos que vive isolado em uma casa velha junto com seu filho, um rapaz que sofre de um distúrbio mental. Ele é obrigado pelo rapaz a viver em cativeiro em um quarto escuro cercado com água, transformando sua cama em uma espécie de ilha.

A vida dos dois vive em frequente conflito ­ o homem sofrido, esquecido pela sociedade, e o filho, com uma doença perturbadora. Evento Dos 700 realizadores que inscreveram os seus curtas­metragens no III Festival de Finos Filmes, 16 participaram da competição oficial do evento que, de 6 a 10 de maio, ocupou as salas do Museu da Imagem e do Som (MIS) e FAAP.

A Finlândia foi o país homenageado nesta edição, com a exibição de recentes produções em curta­metragem do país, fruto da parceria entre o Festival de Finos Filmes, a Finnish Film Foundation e a Av­arkki (The Distribution Center for Finnish Media Art). O III Festival de Finos Filmes trouxe também a Mostra Holandesa de Animação, resultado da parceria com a EYE International pelo segundo ano seguido.

Foram exibidos curtasmetragens animados, destaques da cinematografia holandesa, incluindo “(Otto)”, o novo filme dos realizadores de “A Single Life”, indicado ao Oscar de Melhor Curta­Metragem de Animação.

Premiados ­

Melhor Filme: Feliz Ano Novo, Joseph Laban (Filipinas) ­

Melhor Filme Nacional – Olhos Sujos de Azul, Bia Vilela (Brasil­Alemanha) ­

Melhor Direção – Ilha, Ismael Moura (Brasil) ­

Melhor Roteiro – À Distância, Florian Grolig (Alemanha)

Reconhecimento Artístico – Edifício Tatuapé Mahal, Carolina Markowicz e Fernanda Salloum (Brasil).

JP Online

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