6875664Dezessete novos cardeais, incluindo o arcebispo de Brasília, Sérgio da Rocha, foram ordenados neste sábado (18) pelo papa Francisco, que progressivamente modela a sua imagem o colégio cardinalício, agora menos europeu e mais comprometido com a justiça social.
O consistório (assembleia de cardeais) para um novo colégio cardinalício foi celebrado neste sábado na basílica de São Pedro.
Cada novo “príncipe da Igreja” se ajoelhou de forma ritual diante do pontífice para receber seu barrete púrpura, uma cobertura eclesiástica que se ajusta à cabeça e que tem forma quadrangular, assim como o anelo de cardeal.
“Amém, façam o bem, abençoem e rezem”, afirmou o papa, antes de lamentar que o “desconhecido ou o imigrante ou o refugiado” se transformem às vezes para nós em um “inimigo”.
“Viemos de países distantes (…) com idiomas, cores e costumes diferentes (…) pensando de forma diferente e celebrando a fé com ritos diferentes. E nada disto nos converte em inimigos”, declarou Francisco em uma homilia.
Os novos cardeais receberam o apoio dos cardeais veteranos e foram de micro-ônibus para a residência do papa emérito Bento XVI.
Francisco e seu predecessor apertaram as mãos, e o papa alemão cumprimentou cada um dos novos cardeais, antes de realizar uma oração em um pequena capela.
O novo colégio está integrado por 228 membros, que podem auxiliar o papa em sua atividade diária. Mas apenas 121 deles têm menos de 80 anos e podem participar no famoso conclave que elege um novo papa e que, potencialmente, podem suceder o argentino Francisco.
O pontífice, de 79 anos, que ordenou cardeais pela terceira vez desde sua eleição em 2013, nomeou pessoalmente mais de um terço dos cardeais eleitores.
Ao revelar os nomes dos escolhidos, o papa disse que a sua escolha reflete mais uma vez a “universalidade da Igreja”, em oposição a uma tradição mais centrada no passado, na Europa, ou até mesmo na Itália.
De fato, 13 homens de todos os continentes se convertem neste sábado em cardeais eleitores: três europeus, três americanos, um mexicano, dois sul-americanos – incluindo o arcebispo de Brasília, Sérgio da Rocha -, dois africanos, um asiático e um da Oceania.
Quatro cardeais com mais de 80 anos – não eleitores portanto – têm um estatuto mais honorário.
Via – Folha de São Paulo
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