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Gestantes em hospital em Cúcuta, Colômbia: país tem mais de 1.900 mulheres grávidas com o zika e é o 2o mais afetado após Brasil
Países afetados por zika devem garantir acesso a contracepção e legalizar aborto, diz oficial da ONU.
Em face da suspeita de relação do vírus com microcefalia, leis e políticas que impedem interrupção da gravidez devem ser revistas, diz Zeid Ra’ad Al Hussein.
O Alto Comissário de Direitos Humanos da ONU, Zeid Ra’ad Al Hussein, declarou nesta sexta-feira (05/02) que países que sofrem com o surto do vírus zika devem assegurar os direitos reprodutivos das mulheres, oferecendo aconselhamento, acesso a contracepção e permitindo a interrupção da gravidez.
“O conselho de alguns governos para que as mulheres adiem a gravidez ignora a realidade de que muitas mulheres e meninas simplesmente não podem exercer o controle sobre se e como ou sob que circunstancias elas vão engravidar, especialmente em um contexto em que a violência sexual é tão comum”, declarou Hussein em comunicado.
O Alto Comissário afirmou que os países devem assegurar o acesso de mulheres e homens a serviços de saúde reprodutiva como contraceptivos – inclusive a contracepção de emergência ou “pílula do dia seguinte” –, assistência à saúde materna e aborto legal e seguro.
“Leis e políticas que restringem o acesso [das mulheres]a estes serviços devem ser urgentemente revistos de acordo com as obrigações para com os direitos humanos com o objetivo de assegurar o direito à saúde para todas as pessoas”, disse Hussein.
Via – Opera Mundi