Ele surge. Um aglomerado de sentimentos, e assim ele surge. Amor, angústia e dor, ele está entrelaçado, às vezes ou em várias delas. Alegria, bondade vitória, ele também ali está, acontece, existe nas minas, e dos olhos o foco necessário que lhe enche como um lago cheio, um copo cheio que transborda. A saudade com ele está. Sente falta, se enclausura; tranca-se no íntimo de seu ser, sem saber mais o que é ser, porque a crise do seu eu com a sua saudade se misturou. A lágrima caiu. Algo passado se faz presente e sente a necessidade de atormentá-lo, e então o choro. Ele desarraigado do bom semblante afirma: está mais na tristeza, na dor e na saudade, do que nos momentos de felicidade! Na verdade, mesmo antes ele estava a imaginar seus momentos de felicidade, por isso, que a sua ventura pretérita presenciava-se com lágrimas, neste instante. O choro. Era choro. Era muitos sentimentos que lhe permeavam e já não sentia mais falta o agora, pois no ontem se firmava seu pensamento, alívio momentâneo para a falta. Morreu. Naquele momento tinha falecido, já não era mais, já não existia. E ele sabia que ela não mais voltava, outra entranha de terra havia enterrado a sua satisfação. Era noite. Ele estava na cama, sozinho desde aquele dia. Aquele horrível dia. A noite para ele parecia não passar, as horas lhe traziam mais angústias do que prazer. Havia perdido. Padeceu. Havia morrido a sua bela felicidade, e agora havia o choro. Nada mais lhe restava. No entanto, antes desse brado com lágrimas, só estava lacrimejando seus olhos, quando ele lembrava dos momentos belos que havia passado com a sua felicidade. No entanto, ele nunca pensava em desistir da vida, fortemente enfrentava o que lhe acontecia, pois acreditava que em poucos momentos não existiam saídas. E ele da cama onde estava, imaginava um bosque florido, lindo crepúsculo, era entardecer; havia em seu pensamento um poço fundo e cheio de água, de onde bebiam, de onde saciavam a sede. Havia árvores, beleza, sentimentos fortes, presença de dois e alguns mais. Nisso somente apareceu poucas lágrimas. Era saudade. Ele levantou-se. Sim, ele levantou-se de onde estava e colocou-se a imaginar outros caminhos que percorreram. ele retornou de seus momentos de sublimação dos sentimentos que viveram. Pleurer era o seu nome. Nesse momento foi até a janela de seu quarto. Depois de tudo que ocorreu, ele vivia em uma casa sua, afastada de tudo. Então, ele retira as fechaduras da janela e recebe a brisa da noite que já não estava tão escura mais, pois a lua, muito cheia, já iluminava no horizonte, porém, nem toda aquela beleza natural, a brisa e a lua cheia, abrandava o seu coração. No entanto, Pleurer ainda mais se angustiava e o seu choro ia aumentando. Lembrou-se então, do momento que vivera com a sua felicidade ao luar em dias passados, num lugar de lindas formações rochosas e noite de belo luar. Nesse momento, ao voltar à realidade que estava a viver, o brado de angústia lhe tomou completamente. O seu corpo estremecia e havia soluços angustiantes; a sua alma ardia pelo fogo da tristeza e sozinho bradava em lágrimas, em agonia pela perda. Assim, somente aquela realidade lhe restou, a agonia da angústia, da solidão. O choro e nada mais.

Álef Mendes – Graduando em História pela Universidade Estadual da Paraíba

Da Redação/Portal Aracagi