Maior chuva em 22 anos no Rio causa 10 mortes

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A tempestade que caiu no Rio de Janeiro na noite desta segunda-feira (8), e que voltou em alguns momentos da terça (9), deixou ao menos dez mortos.

Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Sete das vítimas estavam na Zona Sul, entre elas a avó e a neta que tentaram fugir da chuva num táxi (veja quem são) e três na Zona Oeste (dois em Santa Cruz e outro no Jardim Maravilha).

De manhã, houve chuva forte em vários pontos e o Túnel Rebouças — que liga as Zonas Sul e Norte — foi fechado. A ciclovia Tim Maia, na Avenida Niemeyer, caiu pela 4ª vez. Dezenas de ruas foram bloqueadas e, com o risco de queda de barreiras, outras dezenas de sirenes foram acionadas.

Barco vira meio de transporte na Zona Oeste – Ao longo da tarde, a chuva diminuiu. Ainda assim, bairros inteiros já estavam tomados pela água: na Zona Oeste, moradores se locomoviam em barcos e até de motos aquáticas.

O Globocop sobrevoou regiões como o Jardim Maravilha, na mesma região, onde os moradores pediam socorro à aeronave. As casas ficaram alagadas até a cintura.

Chuva pode voltar à noite – Às 19h40, a prefeitura informou que núcleos de chuva moderada se formavam no Maciço da Tijuca ocasionando chuva na Tijuca e na Zona Oeste.

O município está em estágio de crise – o mais alto em uma escala de três – desde as 20h55 de segunda-feira. A recomendação da prefeitura é para a população evitar deslocamentos. Ao longo do dia, foram acionadas 59 sirenes em 36 comunidades.

Vítimas

Guilherme N. Fontes, 30 anos, na Gávea;

Doralice do Nascimento, 55 anos, no Leme;

Gerlaine do Nascimento, 53 anos, no Leme;

Gilson, no Leme;

Leandro Ramos Pereira, de 40 anos, em Santa Cruz;

Marcelo Tavares, taxista, em Botafogo;

Lucia Xavier Sarmento Neves, 63 anos, no carro de Marcelo;

Júlia Neves Aché, 6 anos, neta de Lúcia, que estava ao lado dela;

Homem não identificado, encontrado no Jardim Maravilha;

Reginaldo Exidro da Silva, em Santa Cruz;

Em quatro horas, choveu mais no Rio do que nos dias 6 e 7 de fevereiro, quando seis pessoas morreram em consequência do temporal. A Defesa Civil informou em entrevista à GloboNews que foram feitas mais de 1,7 mil ocorrências.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê mais chuvas fortes com trovoadas até as 10h desta terça. A prefeitura recomenda que a população somente se desloque “em caso de extrema necessidade”.

Aulas suspensas – Devido aos estragos, que provocam dificuldade de deslocamento, além do risco de mais chuva, a prefeitura e o estado determinaram o cancelamento das aulas nas escolas da rede.

Escolas particulares e universidades, como a PUC-Rio, também divulgaram que não terão aulas.

Nesta quarta (10), o governo do estado e a prefeitura anunciaram a retomada das aulas.

Fonte: G1

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