Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Em entrevista concedida nesta quarta-feira (05), à Rádio Arapuan FM em João Pessoa, o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se mostrou disposto a retomar a presidência para “cuidar do povo brasileiro” que, segundo ele, “vem sofrendo desde o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT)”.

Ele também prometeu visitar o Estado em agosto.

Sobre a política de aliança que irá fazer, caso venha a ser candidato ao governo federal em 2018, Lula excluiu, evidentemente, o PMDB, partido que disse ter apunhalado o PT pelas costas.

Para ele, não foi só o PMDB, mas toda a base da aliança do governo Dilma Rousseff entre eles o PP, PRB, o PSD, incluindo os presidentes destes partidos, que foram ministros, a exemplo do Gilberto Kassab e o deputado federal paraibano, Aguinaldo Ribeiro.

“Essas pessoas se acovardaram e não tiveram gratidão com a Dilma. Eles esqueceram a gratidão e viraram traidores. Na verdade, o que fizeram com a Dilma foi uma vergonha e eu sei que ela os tratava com muito carinho. Então, pessoas que agem assim dão a demonstração de que o caráter não está a venda em supermercado, nem em bodega, nem em bar. Caráter se nasce com ele”, atestou.

Para ele, a construção da aliança política do PT no processo de 2018 vai depender de um programa que se faça para recuperar a economia brasileira.

Segundo ele, é muito difícil de imaginar, hoje, que se possa fazer a aliança política que foi firmada em 2010.

“É muito complicado também imaginar que um partido sozinho tenha força para ganhar as eleições. Obviamente que eu sonho em construir um bloco com a esquerda progressista, com o PSB do companheiro Ricardo Coutinho, com o PDT, PC do B, com outros partidos de esquerda e com personalidades dignas que existem também em outros partidos”, disse.

Contudo, Lula disse ter a convicção de que o Brasil é um país muito grande e problemático e que tem que se respeitar as forças políticas regionais, porque o único partido nacional, de decisões nacionais, de caráter nacional, é o Partido dos Trabalhadores, pois todos os outros são partidos regionais onde as decisões predominam nos Estados.

“Sempre foi assim na política brasileira. Então, nós vamos construir uma aliança política com base programática para o Brasil para os quatros anos em que estaremos governando o País”, destacou.

Por fim, como o esperado, Lula criticou o presidente Michel Temer (PMDB), o qual considera uma “margem de erro para o Brasil, que não tem competência e que não sabe o que fazer com o País e não conhece o povo”.

“É preciso que o Brasil eleja um presidente, ou uma presidenta, democraticamente pelo voto, porque somente uma pessoa eleita democraticamente vai ter a credibilidade de propor as mudanças que o País precisa. E as mudanças são simples: O Brasil precisa voltar a crescer, ter uma política de investimento de Estado, que possamos, efetivamente, incluir o pobre outra vez no orçamento da União, gerar emprego, gerar renda, crescimento econômico, porque o Brasil conheceu isso. Eu tive o prazer de ser presidente no momento em que o povo era o mais otimista do mundo e eu penso que isso pode voltar a acontecer”, afirmou Lula.

 Fonte: Paraiba Online
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