O desembargador Ricardo Vital, relator da Operação Calvário no Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), indeferiu o pedido impetrado pela defesa do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) para que o socialista se ausente da comarca da Paraíba.

O pedido era para que o ex-gestor pudesse se ausentar semanalmente da comarca de domicílio, no caso de João Pessoa, entre os dias úteis de segunda a sexta-feira.

Caso fosse acatada, a medida liberava que Ricardo pudesse exercer, em Brasília, a presidência da Fundação João Mangabeira, braço político do PSB. Coutinho, porém, está proibido de deixar a comarca da Capital paraibana sem autorização judicial. Além disso, ele tem que usar tornozeleira eletrônica e estar recolhido no período noturno em casa.

Ricardo é apontado como líder de uma organização criminosa que teria desviado mais de R$ 130 milhões em contratos firmados com organizações sociais responsáveis por gerir os serviços de saúde e educação no Estado durante a gestão socialista.

O ex-governador chegou a ser preso em dezembro do ano passado, mas foi poto em liberdade através de um habeas corpus concedido pelo ministro Napoleão Maia do Superior Tribunal de Justiça. A relatora do processo na corte, ministra Laurita Vaz, porém, determinou a imposição de medidas cautelares, autorizando ainda que a justiça paraibana pudesse ampliar as medidas.

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