163783,362,80,0,0,362,271,0,0,0,0O desembargador plantonista do Tribunal de Justiça de Sergipe, Cezário Siqueira Neto, negou, na madrugada desta terça-feira (3), o mandado de segurança impetrado pelo WhatsApp que pedia a suspensão do bloqueio do aplicativo. A decisão foi divulgada por volta da 0h30. Usuários das operadoras Oi, Claro, Vivo e Nextel estão sem o app de mensagens desde o início da tarde dessa segunda (2).

Por causa da retirada do aplicativo do ar, o dia começou com manifestação de protesto, em João Pessoa. Um boneco amordaçado e com os dizeres ‘João Bocão do WhatsApp’ na camisa foi colocado na Avenida Geminiano da França, no bairro da Torre.

Ao julgar o pedido de liminar para liberação do WhatsApp, o desembargador Cezário Siqueira Neto entendeu que existem possibilidades técnicas de quebra do sigilo de mensagens caso haja ordem judicial, o que já foi negado várias vezes pela empresa.

“O aplicativo nunca se sensibilizou em enviar especialistas para discutir com o magistrado e com as autoridades policiais interessadas sobre a viabilidade ou não da execução da medida. Preferiu a inércia, quiçá para causar o caos, e, com isso, pressionar o Judiciário a concordar com a sua vontade em não se submeter à legislação brasileira”, justificou o desembargador.

A decisão de suspender WhatsApp foi do juiz Marcel Montalvão, de Lagarto (SE). Alguns internautas prejudicados trataram de cobrar a volta imediata do aplicativo, em mensagens deixadas no perfil do juiz no Facebook. “Migo seu loko, devolve o Whats” e “Liga o whatsapp aí rapidão” são exemplos.

O motivo do bloqueio é o mesmo que levou à prisão do vice-presidente do Facebook para a América Latina, Diego Dzodan, em março, detenção determinada também por Montalvão.

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