5k6CvbDA Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) apresentou nesta segunda-­feira (29), uma proposta de reajuste salarial de 6,5% aos bancários, acrescido de um abono de R$ 3 mil, a ser pago de uma só vez.

De acordo com a entidade, que é o braço sindical da federação Brasileira de Bancos (Febraban), somados, o abono e o reajuste representam um aumento de 15% para os empregados com salário de R$ 2,7 mil, por exemplo. Para quem ganha R$ 4 mil, o aumento de remuneração será de 12,3%; e, para salários de R$ 5 mil, equivale a 11,1%.

“O piso salarial para a função de caixa, com o reajuste, passaria a R$ 2.842,96, por jornada de 6 horas por dia”, segundo a Fenaban. Para o Comando Nacional dos Bancários, ligado ao sindicato da categoria, que negocia com a Fenaban, a proposta dos bancos “representa perda real de 2,8%, de acordo com a inflação de 9,57%”, sem contar o abono de R$3.000. ­

­ Em 304 negociações no primeiro semestre, apenas 15 tiveram perda real acima de 2,8%. Ou seja, a proposta colocaria os bancários entre as 5% piores perdas reais em 2016. O setor mais lucrativo do país não pode tratar assim seus trabalhadores ­­ disse Juvandia Moreira, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários. Segundo ela, além da proposta econômica “ser muito ruim”, não houve avanço nos outros “itens prioritários, como garantia de emprego”. ­­ Além disso, o abono proposto não incorpora no salario e isso faz com que a próxima negociação já se inicie com uma base defasada ­­ disse.

Em comunicado, a Fenaban destaca que o “reajuste será aplicado também ao conjunto de benefícios pagos pelos bancos, que estão entre os mais favoráveis do mercado de trabalho, como o auxílio-­alimentação, que passará a R$ 523,48 mensais (e é complementado pela 13ª cesta alimentação, também no mesmo valor), e o auxílio refeição, que o reajuste elevará a R$ 694,54 mensais”. A proposta dos banco contempla também pagamento de participação nos lucros (15% do lucro apurado no exercício de 2016) aos empregados.

“Os valores individuais podem representar até quatro salários no ano para a função de caixa”. diz a Fenaban, completando: “A proposta divulgada hoje mostra o empenho dos bancos por uma negociação rápida e equilibrada, capaz de garantir a satisfação e o bem-­estar dos empregados do setor em um momento de dificuldades e incertezas na economia brasileira”. Nesta terça-­feira haverá nova reunião entre o Comando Nacional dos bancários e a Fenaban.

Fonte: O Globo