Screenshot_2016-01-21-20-56-08-1Entre os produtos verificados em farmácias da capital, os preços são encontrados a partir de R$ 9,90 e podendo passar dos R$ 25.
Para se proteger das picadas do Aedes Aegypti, famílias inteiras apostam na compra de repelentes de insetos. Em algumas farmácias de João Pessoa o produto tem sido tão procurado que a reposição de estoque está encontrando mais dificuldade. A atendente de uma farmácia da Rede Todo Dia, no Bairro dos Bancários, relatou que o estabelecimento está com dificuldade de comprar o produto para poder colocar nas prateleiras, esperando até uma semana para receber o pedido, e os que chegam são logo vendidos.
Na Praça 1817, no Centro de João Pessoa, por exemplo, várias farmácias visitadas pela reportagem do ClickPB já não tinham o produto, bem como outras que foram consultadas por telefone. Os fornecedores aproveitam o período do verão também para aumentar os seus preços, o que acaba sendo sentido no bolso do consumidor.
Entre os produtos verificados em farmácias da capital, os preços são encontrados a partir de R$ 9,90, podendo passar dos R$ 25, dependendo da marca, do volume e da apresentação do produto, que pode ser em spray, gel e loção, além de destinação a crianças ou adultos.
O dermatologista Victor Miguel Coutinho, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, seccional Paraíba, afirmou que tem observado um aumento na procura por repelentes e até constatado o fato ao consultar uma farmácia da capital. “Os pacientes têm mostrado mais preocupação e perguntado mais”, destacou. O médico ainda ressalta que a prevenção da picada do mosquito é feita através de repelentes ou de medidas mecânicas, como telas ou mosquiteiros.
Victor Coutinho enfatiza que o consumidor deve ler com atenção o rótulo do produto que está comprando para saber como aplicar adequadamente. “É importante usar adequadamente para que funcione. Se deixar uma área sem aplicar, é onde o inseto vai picar”, explica o dermatologista. Ele lembra que o repelente não funciona embaixo da roupa, devendo ser aplicado por cima mesmo para que tenha eficácia. O médico destaca que o consumidor “vai escolher o tipo de repelente de acordo com a área que vai aplicar”.
Ainda de acordo com o dermatologista, não há restrições para uso de repelentes durante a gravidez. Devido ao alto número de casos de nascimentos de crianças com microcefalia e associação ao zika vírus, o repelente se torna um instrumento a mais de combate ao contágio para as grávidas. Já o uso de repelente em bebês de até seis meses não é recomendado, além de haver algumas restrições para crianças, como é observado nos rótulos de cada produto.
Dentre outras medidas que o dermatologista aponta como prevenção, evitar o uso de roupas escuras e perfumes florais, que atraem os insetos.
Via – Click PB