dinheiroMinistério Público entrou com ação e, caso a Justiça julgue a ação procedente, os “funcionários fantasmas” terão que ressarcir inteiramente os possíveis danos causados ao erário.

Por meio da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Rio Tinto, no Litoral Norte da Paraíba, a 52 km de João Pessoa, o Ministério Público da Paraíba ingressou com uma ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra a ex-vereadora Maria de Fátima Araújo da Cunha e dois filhos dela, o advogado Walter Batista da Cunha Júnior e Waltércia Araújo da Cunha. De acordo com o MP, A família estaria recebendo salários da Prefeitura de Rio Tinto sem trabalhar. A ação também atinge a secretária municipal da Educação, Antônia Bernardo Leandro, por suposta omissão e favorecimento dessa situação.

“Ciente de que servidores públicos, membros de uma mesma família, vinham percebendo seus salários sem a contrapartida do trabalho funcional, o Ministério Público instaurou inquérito civil e, restando o fato comprovado, ingressou com a ação”, diz a ação civil pública impetrada contra a ex-vereadora e os filhos.

Para o promotor de Justiça de Defesa do Patrimônio Público de Rio Tinto, José Raldeck Oliveira, “esses servidores públicos trilharam o caminho da desonestidade e da má-fé, incorrendo na prática de ato de improbidade. De um lado obtiveram vantagem patrimonial indevida e, de outro, violaram princípios constitucionais”.

Se a Justiça julgar a ação procedente, os “funcionários fantasmas” terão que ressarcir inteiramente os possíveis danos causados ao erário. “Eles também terão os direitos políticos suspensos por dez anos e não poderão firmar contrato com o poder público”, acrescentou o promotor.

A redação do Portal Correio tentou entrar em contato com a prefeitura de Rio Tinto e com a assessoria de imprensa da entidade, mas as ligações não foram atendidas.

Via – Portal Correio