downloadMuito tumulto nesta quarta-feira (04) na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) Câmpus I de Campina Grande. Tudo começou quando um grupo de estudantes tentou realizar um manifesto contrário a greve dos professores da Instituição que já dura quase três meses. O manifesto seria realizado dentro do Câmpus de Bodocongó, onde estava programado uma assembleia dos professores em frente ao prédio da Reitoria da Instituição. Eles foram impedidos de entrar no prédio pelos professores e por seguranças particulares contratados pela da Associação dos Docentes da UEPB (Aduepb).

O comando de greve que havia marcado a assembleia para às 9h , não concordou com a presença dos estudantes e segundo afirmou o integrante do DCE Felipe Epifanio, tentou impedir a entrada dos alunos no Câmpus. O clima ficou tenso. Houve discussões e troca de empurrões. Os estudantes se aglomeram e gritavam palavras de ordem como “queremos aula…” Eles exigiram o fim da greve e o retorno imediato das aulas, sob alegação de que estão sendo prejudicados com a greve. Os professores reagiram e por pouco não houve enfrentamento.

Os alunos ligados ao Diretório Central dos Estaduntes (DCE) acusaram os professores arrancarem os cartazes afixado por eles no Câmpus, além de tentarem impedir a realização do protesto. Um estudante identificado como “Jones” garante que foi agredido por um professor. Todo o tumulto foi gravado pelos próprios estudantes e professores através de aparelhos celulares.

Um dos líderes dos estudantes Felipe Epifanio, disse que a intenção do DCE era realizar um protesto pacífico. Eles não concordam com a forma como o comando de greve está conduzindo o movimento.

Ele disse que os estudantes só queriam entrar no prédio da UEPB, não para tumultuar a assembleia, mas também para manifestarem ideologicamente a sua posição sobre o movimento. Mas foram impedidos por professores e seguranças particulares contratados pela EDUEPB.

Felipe disse ainda que os estudantes foram recebidos de forma hostil pelo comando de greve, mas que iriam se manter firme na luta.

“Nós estávamos pacificamente acompanhando o andamento da assembleia quando dois alunos foram entrar no prédio da reitoria para tomar água e foram impedidos por professores e seguranças”, explicou.

Segundo ele, os docentes disseram que os alunos não poderiam entrar no prédio da reitoria porque a universidade estava tomada pelo comando de greve até o fim da paralisação.

Versão dos professores – Os professores também reclamaram da postura dos estudantes. Os líderes do movimento acusam os estudantes de tentarem invadir a assembleia dos docentes, o que teria gerado a confusão. Integrante do comando de greve, a professora a Mauriene Freitas denunciou que foi agredida.

Diante do tumulto, a direção da Associação dos Docentes da UEPB (Aduepb) cancelou a assembleia e não foi divulgada uma nova data.

Mesmo após o cancelamento da assembleia o clima ficou tenso. Os professores se reuniram na sala da Reitoria onde estão acampados há quase uma semana, para definir novas estratégias da greve. Os estudantes por sua vez, se reuniram no local onde aconteceria a assembleia para também definirem estratégias de ação contra a greve. Eles prometem intensifica a luta pelo fim do movimento e retorno as aulas.

Ontem, e reitor da UEPB, Rangel Júnior, afirmou que já cumpriu 99% das reivindicação dos estudantes. Ele enfatizou que a questão de reajuste salarial é atribuição do governo do Estado.

Rangel Junior disse que se a manifestação persistir com os professores ocupando o prédio da Reitoria ele não descarta nenhuma medida para que a categoria desocupe o espaço, inclusive a de acionar a Justiça. Rangel considera a continuação da greve como falta de bom senso dos professores que, segundo ele, já tiveram 99% das propostas atendidas. “Agora a questão é o reajuste salarial, que eles pedem 6,41% e só obtiveram 1%. Às vezes é necessário dar um passo para trás para não prejudicar a sociedade e ter avanços pontuais lá na frente”, disse Rangel Júnior. O reitor considerou ainda que a ocupação de seu gabinete pelos professores foi uma medida antidemocrática e com claro objetivo de constrangê-lo.

Via – PB AGORA