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Os números de eleitores aptos a votar nas cidades de Alagoinha e Mulungu, que compreendem a 46ª zona eleitoral, apresentam uma disparidade que chamam atenção.

De acordo com o IBGE, a população de Alagoinha é de 14.284 habitantes e o número de eleitores é de 11.534 eleitores com direito a voto nas eleições próximas, de acordo com dados do TRE. O mesmo IBGE atesta que em Mulungu a população é de 9.840 habitantes e o TRE contabiliza 9.395 eleitores aptos a votar em 2 de outubro.

Não é preciso ser especialista em matemática para perceber que algo está errado na cidade de Mulungu. Quase todos os habitantes de Mulungu, independente de idade, tem direito a voto. A legislação permite que somente os maiores de 16 anos podem votar.

A taxa de natalidade no município, de 2000 a 2015, segundo a Secretaria de Saúde do Estado, foi de 2.049 pessoas. Ou seja, tem mais de 2 mil pessoas abaixo da idade mínima de votar. Contrariando a lógica, apenas 445 pessoas não têm direito a voto.

Enquanto a cidade de Alagoinha está dentro da margem de eleitorado considerado normal pela Justiça Eleitoral, o município de Mulungu, na mesma zona eleitoral, apresenta números totalmente destoantes da realidade.

O quadro eleitoral atualmente existente em Mulungu leva a compreender que muitos eleitores de cidades próximas, a exemplo de Mari, Araçagi e Guarabira, podem ter transferido o domicílio eleitoral para endereços fictícios, na tentativa de desequilibrar o jogo político.

Foi tantado ouvir o promotor eleitoral Alcides Leite de Amorim, para saber quais providências estão sendo adotadas para investigar a possível existência de fraude, mas ele não foi localizado.

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