PM-01O efetivo da Polícia Militar da Paraíba caiu cerca de 5,4% em cinco anos. Conforme dados registrados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), em 2010 os paraibanos contavam com a proteção de 9.793 policiais, enquanto em 2015 a Polícia Militar possui 9.264 PMs, uma redução de 529 policiais. Para a Associação dos Militares Estaduais da Paraíba, de acordo com uma lei de 2008, o contingente ideal de policiais seria aproximadamente o dobro do atual.

Para o sargento Robson Xavier, diretor da Associação dos Militares Estaduais da Paraíba, o pequeno efetivo prejudica tanto a população, quanto os policiais. Ainda de acordo com o sargento Xavier, além do pequeno efetivo, a Polícia Militar também acumula funções que não são originalmente suas, como permanecer em hospitais e fóruns fazendo custódia e transportes de presos.

“Homens que eram para estar na rua, são diretamente escalados na custódia. E a gente deixa de estar com viatura na rua. Perdemos em média 10 viaturas por dia, que poderiam estar na rua e que geram um problema sério para a sociedade”, comentou Robson Xavier.

Enquanto o número de policiais caiu em 2015, o de casos de homicídios aumentou cerca de 15,6% nos três primeiros meses deste ano. Segundo a Secretaria de Estado da Defesa e Segurança Social (Seds), foram registrados 346 mortes no primeiro trimestre de 2014, enquanto no mesmo período de 2015 foram 400 homicídios notificados.

O G1 fez contato com a Secretaria de Estado da Defesa Social (Seds) para saber se o Estado tem alguma previsão de ampliar o efetivo através da contratação de concursados, mas até as 11h35 o órgão não enviou resposta.

Concursados aprovados reclamam – Os candidatos aprovados em todas as etapas do concurso da Polícia Militar em 2014 aguardam uma chamada. Segundo eles, 600 aprovados no concurso foram nomeados e passaram a integrar o quadro da Polícia Militar, mas cerca de 800 continuam esperando. “Existe o déficit, a lei de responsabilidade fiscal e a sensação de insegurança. Não tem motivo para não nos convocar”, disse Jurandir dos Santos, um dos candidatos.

Eles aguardam agora a convocação para iniciarem o curso de formação. O concurso tem validade até dezembro desse ano, mas pode ser prorrogado por um ano. “Nós gostaríamos da parte do governo que lançassem um calendário e definissem datas. Uma data certa para que sejamos convocados”, concluiu.

Com G1PB

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