dudu-atacante-do-palmeiras-depoe-no-tjd-no-julgamento-que-o-sentenciou-a-seis-meses-de-suspensao-pelo-empurrao-no-arbitro-guilherme-ceretta-1431992208248_615x300O destempero mostrado na final do Campeonato Paulista deve custar a Dudu boa parte do Campeonato Brasileiro. Nesta segunda-feira, o atacante do Palmeiras foi julgado pelo TJD-SP (Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo) e foi condenado por unanimidade por agressão física ao árbitro. Com isso, levou um gancho de seis meses.

A decisão permite recurso, mas é um primeiro passo negativo para o Palmeiras, que pretendia desqualificar o artigo em que o atacante foi enquadrado. A ideia era convencer os auditores de que o empurrão no árbitro Guilherme Ceretta foi, na verdade, um ato hostil, infração considerada mais branda pelo CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva).

Para isso, o Palmeiras comparou o lance com agressões mais duras, exibindo vídeos de Edmundo e Pepe, por exemplo. No fim, o clube ainda tentou relatizivar a força usada pelo Dudu. Um laudo apresentado pelos advogados aponta que um golpe pode ser considerado uma agressão quando ele acontece acima de 9km/h.

O empurrão do atacante teria ocorrido a 3,8 km/h. Petros, do Corinthians, foi usado para efeito de comparação por ter sido absolvido da pena máxima com um encontrão a 9,5 km/h. O corintiano também levou gancho de 180 dias, mas depois teve a pena reduzida para três jogos.

Depois do pronunciamento da sentença, Dudu deixou o tribunal sem falar com a imprensa, às pressas e visivelmente abalado. Foi André Sica, advogado do Palmeiras, quem detalhou os próximos passos do caso.

“Estamos serenos que vamos reverter isso com recursos. Temos três dias para recorrer e vamos pedir efeito suspensivo. Dependendo de como for, ele pode jogar no fim de semana. A ideia é que ele só seja punido depois que for tomada uma decisão final”, disse Sica, que ainda falou sobre o ânimo do jogador.

“O Dudu já sabia que isso podia acontecer. Estava preparado. Ele também sabe que cabe recurso. Outros auditores têm outras visões e vamos trabalhar isso”, completou o advogado.

Dudu foi parar no tribunal por conta do lance ocorrido no fim do primeiro tempo da final do Paulista, na Vila Belmiro. Em uma disputa sem bola, ele se estranhou com o santista Geuvânio e ambos foram expulsos. O palmeirense perdeu a linha, foi para cima do juiz e o empurrou.

Ceretta relatou os atos na súmula e complicou a vida de Dudu, que esperava receber um gancho em número de jogo, e não em dias. Se tivesse de perder um número determinado de partidas, ele poderia cumpri-las só no Paulista do ano que vem. Com a suspensão em um período, ele fica fora desde já e perde parte do Brasileiro, maior objetivo do Palmeiras na temporada.

Dudu foi contratado no começo do ano após uma arrastada novela que envolveu São Paulo e Corinthians. O “chapéu” do Palmeiras nos rivais, em cima da hora, transformou o atacante na grande esperança do torcedor alviverde após a reformulação do elenco. Até agora, porém, ele não tem conseguido render à altura em campo, mostrou descontrole em momentos-chave e está na berlinda.

Outros casos

Além de Dudu, outros julgamentos relacionados à final ocorreram. Geuvânio e Victor Ramos, também expulsos na decisão do Paulista, não levaram nenhuma punição adicional no tribunal e só terão de cumprir a suspensão automática no Estadual do ano que vem. Pelo atraso na hora de entrar no gramado, o Palmeiras foi sancionado com uma multa de R$ 48 mil.

O próprio Dudu foi julgado por duas outras coisas além da agressão ao árbitro. O atacante foi absolvido pelo cartão vermelho recebido e, assim como Victor Ramos e Geuvânio, só terá de cumprir uma partida de suspensão automática. Além disso, ele também foi inocentado pelos xingamentos proferidos ao árbitro.

Fonte: UOL