Do lixão para a sala de aula: Projeto oferece educação e serviços para crianças de Cajazeiras

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Viver entre as “sobras” já não é mais a realidade de 11 crianças da cidade de Cajazeiras, no Sertão da Paraíba. Olhar para o lixão e ver, além dos entulhos, a dignidade. Enxergar os sonhos de quem teve pouca ou nenhuma oportunidade.

Em outubro desse ano, nasceu o projeto social “Amiguinhos do Trânsito – Lapidando Vidas”, idealizado pela 5ª Companhia de Trânsito Urbano e Rodoviário da Polícia Militar. A ideia era clara: resgatar as crianças que acompanhavam seus pais no lixão, oferecer o mínimo de dignidade e contribuir com o seu desenvolvimento e de suas famílias.

“Alguns voluntários da própria tropa encararam este desafio e nós delimitamos que o projeto fosse desenvolvimento com foco nas famílias que trabalham e sobrevivem do que encontram no lixão de Cajazeiras, local considerado de grande vulnerabilidade social e carência”, explicou o capitão Vinicius Matias, comandante da 5ª CPTran.

O início – O primeiro passo foi listar os pontos de atuação. Foi definido que o projeto iria oferecer reforço escolar, alimentação, dicas de cuidados com o corpo e mente, por meio de profissionais médicos e psicólogos, noções de disciplina e hierarquia, civismo, educação religiosa, educação física e educação para o trânsito.

“O projeto tenta contribuir na formação de cada criança com a esperança de um futuro melhor e no surgimento de cidadãos íntegros”, lembrou o capitão.

Coube a soldado Lidiana visitar o espaço e mapear a área. Os pais que do lixão tiram seu sustento foram convocados para uma reunião. Lá eles conheceram o projeto e os critérios de participação que inclui, entre outros, apresentar documentos de identificação e local onde estudam, para que seja feito um acompanhamento nas escolas, já que a assiduidade também é observada pelos gestores do projeto.

Unindo forças – Depois de conhecer as crianças, a segunda etapa do projeto teve como foco convidar profissionais e voluntários para atuar em cada uma das áreas propostas. Eles seriam responsáveis por ministrar aulas, palestras, além das atividades lúdicas voltadas ao desenvolvimento dos pequenos.

O chamado foi atendido e teve adesão não só de militares. A lista é extensa: Karla Carolinne (odontóloga), Emanuely Rolim (Fisioterapeuta), Luiziane Rolim, Vilma Maria e Michaella Shamy (psicólogas), Juliana Queiros (agente de trânsito), Marcelania Queiroga (psicopedagoda), Mariana Leite (enfermeira), Arymaelyda Aryely (enfermagem e pedagogia), Suennya de Lima (Psicologia), Olindina Cartaxo de Araújo (empresária), Gerismar Valério, Sidnei Gomes (PMPB), Diego de Raveron (designer gráfico), soldado Juliana, cabo Lúcio e sargento Coelho.

Fonte: Radar Sertanejo com Portal T5

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