Depois de AVC, Zenóbio Toscano faz fisioterapia e pode não retornar à Prefeitura

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O fato concreto é que ZT ficou com sequelas na fala, com dificuldade de pronunciar as palavras, necessitando de sessão regulares de fisioterapia

Prefeito Zenóbio Toscano, de 73 anos

Prefeito afastado de Guarabira, Zenóbio Toscano, de 73 anos, continua sua rotina para tentar se recuperar de Acidente Vascular Cerebral Isquêmico, sofrido no dia 25 de maio passado, em João Pessoa.

De acordo com assessores próximos de Zenóbio, o político está tendo acompanhamento de neurologista e de um profissional da fonoaudiologia. O fato concreto é que ZT ficou com sequelas na fala, com dificuldade de pronunciar as palavras, necessitando de sessão regulares de fisioterapia para tentar recuperar a capacidade de pronunciar as palavras tranquilamente.

Por causa da doença, Zenóbio pediu afastamento por 30 dias. Ele se afastou no dia 01 de junho e o vice-prefeito Macus Diogo assumiu a titularidade provisória do mandato de prefeito de Guarabira. Nos bastidores, existe a informação de que o afastamento deve durar pelo menos seis meses. Alguns familiares, preocupados com a saúde dele, defendem que Zenóbio não retorne para sequenciar o mandato, tendo que renunciar ao mandato.

Filha do prefeito, a deputada Camila Toscano (PSDB) não tem atualizado as informações sobre o processo de recuperação de Zenóbio, o que indica um período alongado para o possível retorno. Os familiares ainda não falaram publicamente sobre a possibilidade de o prefeito renunciar ao mandato para cuidar exclusivamente da saúde.

Quando do discurso de posse, Macus Diogo afirmou que não irá inaugurar obras da gestão, e que aguardará pelo retorno de Toscano. A se confirmar o afastamento por período mais longo ou definitivo, o atual prefeito terá de mudar de planos.

O que diz a ciência – Quando uma pessoa perde a linguagem oral falada e/ou escrita após um episódio de lesão cerebral denomina-se afasia. O grau de comprometimento é variado dependendo da extensão da lesão, das condições de saúde do paciente, das capacidades cognitivas deste, do local atingindo, entre outros.

As alterações apresentadas podem ser: dificuldade de articular bem as palavras, lentificação da fala, repetição constante de uma palavra aleatória em meio a um enunciado, dificuldade em evocar (lembrar-se) das palavras, perda total da linguagem oral e da capacidade de traduzir conceitos em palavras e de simbolização.

Tratamento – O tratamento da afasia é feito pela estimulação da linguagem e é planejado especificamente para cada caso. Conhecendo as condições exatas em que se encontra o paciente, o terapeuta irá ajudá-lo a conectar as habilidades que permaneceram e as que foram perdidas, valendo-se da plasticidade do sistema nervoso central. Vale aqui lembrar da extrema importância de começar a reabilitação de linguagem o mais rápido possível após o acidente, pois a chance de recuperação é enormemente maior nos seis primeiros meses devido a possibilidade de uma área do cérebro que não foi atingida assumir as funções da outra, comprometida. Essa plasticidade, porém, diminui com o passar do tempo, pois o cérebro se “habitua” a nova situação.

Fonte: Portal25horas

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