EduardoCunha-Foto-AlexFerreira-Camara-dos-Deputados-20ago2015O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDBRJ), irá decidir nesta terça­-feira (13) se aceita ou não o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, elaborado pelos advogados Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior. “Ainda não conclui as análises”, afirmou Cunha neste domingo (11), confirmando que tomará uma decisão assim que voltar a Brasília. Ele não revelou se irá manter o que a oposição espera: que ele rejeite o pedido, para que, ato contínuo, deputados protocolem um recurso para consultar o plenário da Casa sobre o tema. Sob intensa pressão depois que a Procuradoria­ Geral da República divulgou detalhes da movimentação atribuída a ele na Suíça com dinheiro do petrolão, algo que ele nega, Cunha só confirma que irá tomar uma decisão. Entre governistas, há um temor de a posição delicada do presidente da Câmara o faça tomar uma decisão contrária: de aceitar o pedido de Bicudo e Reale, que é considerado o mais representativo e que tem maior apoio dos partidos oposicionistas.

A partir daí, seria instalada uma comissão especial para a análise do pedido, que depois iria a plenário, onde precisaria de 342 dos 513 votos para abrir o processo de impedimento da presidente —que teria de deixar o cargo no máximo por seis meses caso seu caso não tenha enfim sido julgado no Senado.

A interlocutores, Cunha tem reafirmado que manterá a posição “de magistrado”, dando a entender que irá manter o roteiro original da tramitação do pedido de impeachment, que garante um caráter mais amplo ao pedido. Uma decisão monocrática de aceitação da peça de Bicudo e Reale traria a Cunha a acusação de ter agido de forma reativa, para tirar as acusações contra si da berlinda.

Via – UOL