As clínicas têm 10 dias para apresentarem as três últimas notas fiscais do produto para justificarem o súbito aumento. João Pessoa dispõe de seis clínicas particulares que realizam o procedimento da vacinação, mas apenas quatro estavam disponibilizando esse recurso preventivo, com todas tendo majorado os preços nos últimos dias.
Para titular do Procon-JP, Marcos Santos, esse aumento deve ser investigado, principalmente porque se trata de uma questão de saúde.  “Antes dessa maior divulgação dos riscos da H1N1 para a população, o consumidor poderia se vacinar por R$ 70,00, R$ 80,00. De um dia pro outro, se verificou um aumento absurdo, com a vacina passando a custar entre R$ 100,00 e R$ 150,00”, informou Marcos Santos.
O secretário Marcos Santos acrescenta que, além das denúncias que chegaram ao Procon-JP, muita gente na cidade tem reclamado do aumento inexplicável do preço da vacina contra o H1N1. “Nós também acompanhamos as queixas do consumidor fora do Procon-JP e sempre fiscalizaremos se a denúncia é procedente. Por enquanto estamos trabalhando com a possibilidade de haver preços abusivos por parte das clínicas particulares, o que é ilegal sob a ótica do Código de Defesa do Consumidor (CDC)”.
Sintomas – A gripe – tanto a H1N1 quanto a H3N2 ou a Influenza B – tem como sintomas febre alta e súbita, tosse, dor de garganta, dor no corpo, dor nas articulações e dor de cabeça. No caso do H1N1, um sintoma que chama a atenção é a falta de ar e o cansaço excessivo. É importante distinguir a gripe do resfriado comum, que é muito mais leve, com sintomas menos graves como coriza, mal-estar, dor de cabeça e febre baixa.
Tratamento – O tratamento deve envolver hidratação, repouso e uso do antiviral específico, prescrito pelo médico. Um deles é o Oseltamivir (conhecido pela marca Tamiflu), distribuído pela rede pública para hospitais e unidades básicas de saúde, e se trata de um antiviral específico contra o vírus Influenza, indicado para pessoas com maior risco de desenvolver complicações.
É importante que o paciente consiga tomar a medicação nas primeiras 48 horas do início dos sintomas, para que a eficácia seja maior. O tratamento também pode envolver o uso de analgésicos para aliviar os sintomas.
Fonte: MaisPB