viciofacebookEstar em um local e conversar com alguém em outra cidade, estado ou país. Em um simples toque receber e enviar emails resolvendo problemas diários. Pagar suas contas sem precisar ir ao banco, conhecer novas pessoas e novos lugares. Essas sem dúvidas são práticas frequentes da nossa realidade, do nosso cotidiano.

A Internet é uma ferramenta que tem se disseminado nas últimas décadas e facilitado bastante a rotina dos indivíduos. Algo que era restrito a uma determinada classe se faz presente no dia a dia da população, no trabalho, estudos e principalmente nas relações pessoais. O uso frequente da Internet abriu espaço para a chegada da “Era das redes sociais”, facilitando a integração, conversação e contato entre os internautas. Facebook, Instagram, WhatsApp, Twitter, entre outras redes, passaram a ser o carro mestre nas atividades diárias, trazendo mais praticidade e comunicação. Porém, a principal preocupação quanto a essa febre tecnológica é o fato de separar entretenimento com privacidade, o que é ou não lícito de ser postado, compartilhado ou comentado. Até que ponto as redes sociais podem ser úteis ou um problema para os usuários fanáticos?

Atualmente, é possível observar que crianças e jovens representam uma parcela significativa entre os usuários, o que requer uma maior atenção, já que a exposição de informações e fotos pessoais podem vir a ser uma isca para predadores que estão a espreita esperando oportunidades (postagens) que deem pistas para seus ataques. Por isso é importante que os pais realizem uma fiscalização intensa em relação ao que os filhos publicam, os horários em que estão conectados e os seguidores/amigos que estão presentes em seus perfis, além de acompanhar o histórico dos sites acessados.

No Brasil foi realizada uma pesquisa que trás dados preocupantes, indicando que 38% dos adolescentes com faixa etária entre 11 e 17 anos tem o hábito de adicionar internautas desconhecidos à lista de amigos das redes. O que segundo a polícia, são circunstâncias propícias para casos de pedofilia. Situação em que a vítima é enganada por usuários de perfis falsos que a princípio buscam confiança compartilhando assuntos próprios para a idade e a partir daí iniciam o assédio. Dessa forma é essencial que os pais acompanhem toda e qualquer ação dos filhos voltadas às redes sociais.

Outro fato preocupante é o Cyberbullying, que dissemina o uso de imagens e comentários depreciativos, utilizando o espaço virtual como forma de provocações, xingamentos e constrangimento, principalmente no âmbito escolar, sendo portanto, uma prática que afeta o comportamento da vítima, que se sentindo ameaçada pode chegar a casos drásticos como a depressão ou o suicídio. O Cyberbullying em sua maioria se direciona a características pessoais, aparência ou comportamentos, exibindo de forma pública e causando alterações na auto-estima e fator psicológico das vítimas.

A questão principal dessa matéria não é criar uma ideia pessimista ao uso das redes sociais, pelo contrário, essas ferramentas podem e devem ser usadas para beneficiar e tornar mais prático o nosso dia a dia, mas é claro que exige de nós atenção especial para o que postamos e para quem postamos. Mais importante ainda deve ser o cuidado que os pais devem ter com as atividades virtuais dos seus filhos, adotando fiscalizações e acompanhamentos ao que eles compartilham ou com quem conversam. Por isso, antes de publicar fotos, vídeos ou textos pessoais, certifique-se de que somente pessoas conhecidas estejam liberadas à visualização de suas postagens. A Internet não é vilão, basta apenas saber apreciar as suas vantagens e driblar as desvantagens. Fique ligado!

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Por Laedja Maria, Colunista/Colaboradora

Da Redação / Portal Araçagi