Debaixo de uma árvore descansei
O enfado das horas de trabalho
Tirei-lhe dela um galho
Abri uma cova e plantei

Coloquei adubo e reguei
Enquanto esperava sua crescida
No ritmo simples da vida
As primeiras flores guardei

Da árvore sombreira absoluta
Catei folhas secas, colhi fruta
Em pleno mormaço do Sertão

Despertei do sono que dormia
Tudo sonho… Era fantasia
E a árvore sombreira era o gibão

 

   Poeta Marcelo Avelino de Pontes (Marcelo da Barra)

Da Redação/Portal Araçagi