2012-08-02-Abastecimento-Caminhao-Etanol-Gasolina-Posto-4Segundo o Sindipetro-PB, navio chega ao Porto de Cabedelo nesta quarta-feira (06) e deve normalizar abastecimento.
A previsão de chegada de mais um navio ao Porto de Cabedelo nesta quarta-feira (6) deve, enfim, resolver o problema da falta de combustíveis na Paraíba, segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo na Paraíba (Sindipetro-PB). Segundo o órgão, o governador Ricardo Coutinho garantiu que a Petrobras e a Transpetro normalizarão a distribuição de combustíveis na Paraíba até o final desta semana.
Omar Hamad revelou que os postos ainda estão enfrentando problemas no abastecimento, porque a questão agora é de logística, já que a carga está disponível no Porto de Cabedelo, mas há apenas um compartimento para o carregamento dos caminhões. “Isso compromete a velocidade do trabalho de carregamento, que foi interrompido às 14h do último dia 3, só sendo restabelecido às 5h deste sábado (2), por conta do feriado de final de ano”, comentou.
O presidente do SINDIPETRO-PB disse que o governador prometeu empenho pessoal na resolução do problema, e a expectativa é que o abastecimento nos mais de 400 postos revendedores seja regularidade até o final desta semana. “O governador nos informou que a Petróleo Brasileira (Petrobras) e a Petrobras Transporte S.A. (Transpetro) prometeram resolver os problemas operacionais existentes atualmente”, destacou Omar Hamad Filho.
O presidente do Sindipetro contou que muitos postos voltaram a ficar sem gasolina porque os empresários estão rateando a carga, fazendo com que cada um receba menos gasolina do que o necessário para demanda de cada estabelecimento.
Litro da gasolina chega a R$ 10 na PB; MPPB abre inquérito para investigar escassez
Superfaturamento é feito pelos próprios moradores do interior do estado, que compram em postos onde há combustíveis e os revendem a preços exorbitantes.
A instabilidade no abastecimento de postos de combustíveis na Paraíba tem feito com que a gasolina seja comercializada a preços exorbitantes no estado, como no Sertão, onde o litro produto é vendido por até R$ 10 por terceiros. O Ministério Público da Paraíba re reuniu da manhã desta terça-feira (5), com órgãos de defesa do consumidor e com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo da Paraíba (Sindipetro-PB), em João Pessoa, para tratar sobre o problema do desabastecimento, e abriu um inquérito civil administrativo para apurar por que está faltando combustível nos postos do estado.
Na cidade de Itaporanga (Sertão paraibano, a 420 km de João Pessoa), os valores cobrados pelo litro do combustível passam de R$ 7. Internautas relatam que chegaram a pagar R$ 10. O superfaturamento é feito pelos próprios moradores da região, que ao encontrar um posto abastecido compram grande quantidade visando revender o produto.
Ao Portal Correio, o proprietário de um posto de combustíveis da região, Marcus Antônio Bernardino, disse que o preço cobrado no estabelecimento é R$ 3,90. Porém, desde domingo não há mais gasolina disponível para venda no local.

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“Recebemos 10 mil litros no domingo e em menos de dez horas já tínhamos vendido tudo. Vou enviar caminhões para Suape e Guamaré, no Rio Grande do Norte, para ver se consigo trazer combustível. Ouvi relatos de gente que está revendendo gasolina por até R$ 7,50. Isso acontece tanto na cidade quanto na zona rural”, disse o empresário.
Na Capital
Nas redes sociais, internautas contam que estão com dificuldade de encontrar gasolina também em postos de João Pessoa e região metropolitana. “O problema em João Pessoa não é ter dinheiro para colocar gasolina, é encontrar combustível nos postos. Passei por cinco hoje e nada!”, escreveu um usuário na rede social Facebook. “Aqui em Alhandra tá com um precinho camarada, R$ 3,81”, ironizou outro internauta.
Preços altos
O Portal Correio também fez contato com estabelecimentos das cidades de Patos, Campina Grande e Guarabira. Gestores dos postos informaram que não verificaram problemas no abastecimento desde a última semana de 2015, quando houveatraso na entrega de combustível no Porto de Cabedelo.
Mesmo com estoque, os preços cobrados nos postos continuam altos, devido à intensa procura, variando entre R$ 3,67 e R$ 3,81 nos estabelecimentos consultados.
Contradição
A Companhia Docas diz que não entende a falta de combustíveis em postos do estado e garante que o Porto de Cabedelo, na Grande João Pessoa, recebeu produto suficiente. Mesmo assim, o MPPB decidiu nesta terça (5) abrir um inquérito civil administrativo para investigar a falta dos derivados de petróleo nos postos.
A vice-presidente da Companhia Docas da Paraíba, Gilmara Timóteo, espera que, se houver alguma irregularidade, que a apuração do MPPB identifique as causas.
Segundo ela, haverá uma nova reunião nos próximos dias com Procon e Ministério Público para continuar as discussões sobre o assunto.
Gilmara falou que não há falta de combustível nos 26 tanques instalados no porto, com capacidade de 64 mil toneladas de combustíveis. “O problema está na distribuição, dos tanques para os postos de combustíveis”, disse ela, explicando que quatro distribuidoras são arrendatárias dos tanques do Proto de Cabedelo.
Ela também informou que o último navio que atracou em Cabedelo foi no dia 29 de dezembro, com dez mil toneladas de gasolina e quatro mil toneladas de óleo dísel. Um novo navio deverá chegar nesta quinta-feira (7), com 13 mil toneladas de combustíveis.
Apuração – O diretor-geral do MP-Procon, promotor de Justiça Francisco Glauberto Bezerra avisou: “Vamos apurar e alcançar os culpados, pois sonegar combustível para a população é crime. Também vamos verificar se está havendo improbidade administrativa e viabilizar a cobrança de multa por danos morais e coletivos à população paraibana”.
Bezerra também anunciou que todas as 16 distribuidoras de combustíveis instaladas na Paraíba serão ouvidas até esta sexta-feira (8). “O desabastecimento afeta a economia do estado, afeta a saúde da população, a segurança de alimentos, a segurança humana, a segurança cidadã”, completou Glauberto Bezerra.
Via – WSCOM com Portal Correio