12106749_894072654011902_1433068281550100237_nSempre inicio parabenizando esta cidade bela e acolhedora em cada comemoração. No dia de hoje, 22 de Julho de 2016, 57 anos.

A quase sessentona continua a necessitar no mínimo, de carinho e atenção. Porém, nada que tire do sorriso e do coração desse povo a esperança de dias melhores, apesar dos constantes pesares.

Outro hábito, confesso que ficaria extremamente feliz se outros tivessem o mesmo, é de analisar o que mudou/avançou de um ano a outro. Pois, acredito que, quando fazemos essa relação, refletimos e racionalizamos ao construir alguns questionamentos. Sobretudo, com o que foi e é feito com o erário público e seus investimentos em saúde, educação, cultura, segurança etc.

Pontuar alguns destas questões é praticamente passar a desenvolver algum tipo de patologia associada a depressão e no mínimo marcar horário com um psicólogo, isso devido a tristeza que se renova a cada ano concluído. Pois, apenas migalhas são jogadas ao povo, quando são.

Pois bem, sem mais delongas, disponibilizo na íntegra uma coluna de 22 de Julho de 2013.

Em uma data como essa, percebemos que pouca coisa mudou e que infelizmente, a população tem uma parcela grande de culpa sobre isso. Pois, em dados momentos, somos tão inoperantes quanto nossos governantes. Portanto, cada cidadão tem o dever e a responsabilidade de contribuir para uma Araçagi digna para acolher as próximas gerações.

Confira abaixo a coluna de 22 de Julho de 2013; Como estamos entre avanços e retrocessos?

A data da emancipação política aproxima-se (22 de Julho). Araçagi e seus louváveis 54 anos. Hoje em dia, se não fosse a Cavalgada lembrando-me do dia seguinte (22), talvez eu até cometesse a indelicadeza de esquecer-me de parabenizar esta senhora, já tão cansada e sofredora. Coitada! Usurpada das mais variadas formas possíveis, seja por estranhos, pelos que se dizem filhos ou por admiradores, homens e mulheres que abusaram e abusam de sua boa vontade, do coração de mãe.
Assim, como diz Gabriel o Pensador: “Tem muitos comendo no prato que cuspiu, pra depois cuspir no prato que comeu”.
Peço encarecidamente para que vocês (leitores) reflitam, repensem, analisem os pontos positivos e negativos, em avanços e retrocessos a cada aniversário deste município (Araçagi). Não nos deixemos levar pelas festas, diga-se de passagem, na maioria das vezes generosamente falando, medíocres e desrespeitosas com pessoas que aguardam de forma ansiosa por tal comemoração, um pouco de entretenimento, seja nesta ou em administrações anteriores.
Os problemas não são de única e exclusiva culpa da atual administração, mas, de todos que ocuparam o cargo de gestor e cadeiras na câmara municipal do município durante esses longos e muitas vezes dolorosos 54 anos, sendo que todos incondicionalmente têm sua parcela de culpa, inclusive, muitas pessoas da própria sociedade, que fazendo uso da maldita “politicagem”, não cooperam para que o município progrida, para que a partir dos problemas, que é normal em qualquer administração, ele venha a classificar o candidato no qual ele votou, como melhor do que o atual.
Daqui a alguns anos ocorrerá mais uma eleição municipal, e ao ver e ouvir todas as felicitações feitas por parte de alguns cidadãos em face do 54º aniversário de Araçagi, percebo como seria ótimo e necessário para o bem do povo araçagiense, se além de apenas “parabéns”, todos dessem mais atenção aos problemas de nossa cidade e a imensa Zona rural, cidadãos esses muitas vezes abandonados, sendo acolhidos por municípios que fazem divisa com o nosso.
Ao ver e ouvir tantas declarações de amor a Araçagi e ao seu povo, tantas aclamações, seguidas das recorrentes afirmações de “sou filho de Araçagi”, seguido de abraços falsos e sorrisos amarelos, venho pessoalmente a classificar este amor, de “amor vagalume”, pelo fato deste brilho oscilar com tanta frequência, chegando sua luz a ficar mais intensa quando se aproxima o pleito municipal.
A intenção não é de denegrir a imagem de quem quer que seja, nem muito menos de me intitular o senhor da verdade absoluta, até porque, já fiz parte deste circo, mas não como plateia, sim palhaço. Exponho minha opinião tentando levar o leitor a ter um olhar mais crítico sobre o nosso município, de olhar o que foi feito e o que poderia ter sido feito durante todos esses anos, sem retirar o mérito nem a dignidade de quem trouxe benfeitorias, avanços, enfim… melhoras para um povo historicamente prostituído por seus governantes.

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Graduando em História pela UEPB

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