Por Jefferson Procópio – É hora de gravar!

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Chegou a hora! Que comece o horário político gratuito – aquele momento que pode ser trágico, cômico e irritante, porém bastante esclarecedor. Aquela declaração errada no momento certo, o marketing certo na melhor hora possível, que dá um verdadeiro “UP” na corrida eleitoral. Muita gente acredita que seja um enorme gasto, outros que pode ajudar na hora de decidir sobre seu voto, mas, uma enorme quantidade de pessoas não sabe para que serve, então, vamos lá!

É difícil acreditar que, antes mesmo de eleger nossos representantes, já estamos custeando suas despesas e campanhas, sendo conhecidos ou não, erguidos de seus partidos políticos para uma verdadeira superprodução onde mostram ações ou projetos astronômicos e utópicos, para angariar o máximo de votos possíveis. Não há um “cristão” que caia na gargalhada ao ver tamanha coragem em hilariantes falas ou ações dos políticos-atores.

Infelizmente, para a grande parte, isto não passa de um atraso irritante em suas rotinas; atrapalhando as novelas, os jogos, os telejornais, missas e cultos, rádio, entre outros. Não sabe a grande maioria que contracenar diante de uma TV ou propaganda faz parte de suas atribuições políticas, porém deixamos transparecer que, o que realmente importa não é suas promessas partidárias, mas sim sua desenvoltura quando lhe é dado a voz e vez.

O horário político é utilizado em pouco espaço televisionado do que o desejável em uma verdadeira democracia, sendo realmente algo impotente, pois não consegue realmente alterar os quadros de disputas em quaisquer âmbitos eleitoreiros, a esmagadora maioria não presta atenção nestes minutos de propaganda eleitoral, desliga a TV ou rádio e convence-se que só existe o seu candidato, debochando ou não prestando atenção nos demais.

De certo ponto de vista, é meio inútil para alguns, por existir ponto de vista diferentes entre as pessoas diante do mesmo fato, cada qual expressa seus interesses e suas prioridades fazendo com que cada eleitor identifique com certo candidato. Sendo assim, o candidato X pode interessar mais que o candidato Y, pois satisfaz de forma mais convincente seus interesses. A partir daí surgindo o momento cômico que vemos nos dias atuais: propagandas muita das vezes ridículas para nos convencer do inconvencível.

Destarte, surge um fator que pode virar o jogo: a propaganda infundada e suja, informações incompletas ou distorcidas, fazendo um candidato virar o jogo e/ou angariar votos de revoltosos com devido fato provas inventadas por pessoas que são ligadas a determinado candidato ou partido.

Não defendo o fim, mas sim uma reformulação geral, nesta atual altura do evento eleitoral, já está nítido que somos fantoches de uma verdadeira estratégia partidária, onde o candidato “palhaço” está ali apenas para reduzir o tempo do verdadeiro candidato que realmente está focado em suas competências partidárias, nossa política atual passa por um processo de desorganização, onde qualquer um se acha no direito de se candidatar e lutar por interesses próprios, esquecendo que o principal é o bem geral.

Que comece o “Horário cômico partidário obrigatório”! Atenção, está na hora de gravar seus nomes, promessas e ficha para votar com plena consciência de quem está tentando pleitear um cargo.

Jefferson Procópio – Graduando em Direito com extensão em Ciência política

Da Redação/Portal Araçagi

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